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DIs têm novo pregão de forte baixa na sexta-feira

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros registram mais um pregão de queda acentuada nesta sexta-feira. A formação da curva segue mais relacionada à expectativa de juros estáveis no mercado interno e menor crescimento econômico, deixando de lado a valorização no preço do dólar e a instabilidade do mercado externo.

Valor Online |

No encerramento da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava queda de 0,14 ponto percentual, para 14,46%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,11 ponto, para 15,20%, e janeiro 2012 projetava 15,39%, desvalorização de 0,18 ponto.

Na ponta curta, o contrato para dezembro de 2008 recuou 0,17 ponto percentual, para 13,10% ao ano. Na contramão, o DI para janeiro de 2009, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,03 ponto, para 13,55%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 390.505 contratos, equivalentes a R$ 35,36 bilhões (US$ 15,60 bilhões). O vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 134.985 contratos, equivalentes a R$ 13,34 bilhões (US$ 5,88 bilhões).

Na avaliação do sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o cenário de inflação está melhor do que o mercado vinha imaginando, e tal confirmação veio ontem, com o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que desacelerou de 0,98% em novembro, para 0,38% no mês passado. "Com o dólar em alta, a tendência seria de preços maiores no atacado, mas isso não está acontecendo."
O especialista também afirma que ainda há um excesso de prêmio na curva. O vencimento de janeiro de 2010, por exemplo, precifica mais três elevações de juros. "Ainda tem prêmio, mesmo para os pessimistas", aponta Petrassi, indicando que a tendência da curva é para baixo.

Para o gestor, há uma desaceleração econômica a caminho. Apesar dos indicadores ainda não captarem esse cenário, a restrição de crédito vai conter o crescimento da economia em 2009. "O mercado já começa a antever que a queda na demanda vai ser mais importante que o câmbio na formação da inflação", resume.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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