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DIs têm novo dia de baixa, projetando corte de juros mais agressivo

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros continuam ajustando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) conforme novas evidências confirmam a forte retração no ritmo de crescimento da economia ao longo do quarto trimestre do ano passado. Hoje, dois indicadores reafirmaram a contração da indústria no período.

Valor Online |

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou queda de 0,6% no emprego industrial em novembro contra outubro. E o Sinalizador da Produção Industrial, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acenou com uma redução de 13,5% na produção física industrial no Estado de São Paulo em dezembro de 2008.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,05 ponto percentual, para 11,51%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,08 ponto, a 11,53%. E janeiro 2012 apontava 11,60%, queda de 0,07 ponto.

Na ponta curta, o DI para julho de 2009 caía 0,03 ponto, para 12,24% ao ano. E o vencimento para março de 2009 recuava 0,02%, projetando 13,09%.

Segundo o economista da Geral Asset, Denílson Alencastro, sempre há receio com a memória inflacionária no Brasil, mas uma inflexão tão grande dos indicadores de produção e emprego abre espaço para uma atitude mais agressiva por parte do Banco Central.

Pelo conservadorismo do BC, Alencastro espera uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic na reunião da semana que vem. " Mas pelo momento que estamos vivenciando, um corte de 0,75 ponto e até 1 ponto percentual não seria algo irracional. "
Segundo o especialista, os números de inflação e atividade tiveram uma forte inversão e a tese que começa a se confirmar é de que a alta do dólar não terá tanta influência no comportamento dos preços.

Além da demanda menor, que inibe o repasse, o próprio custo de produção recuou junto com as matérias-primas. " O custo do empresariado caiu e ele não tem incentivo para repassar preço neste ambiente. "
Na avaliação do economista, o BC deve reduzir a taxa de juros até 11,5% no decorrer de 2009, podendo cortar mais dependendo do comportamento dos indicadores.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza leilão tradicional de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A primeira etapa acontece hoje por meio de liquidação financeira e manhã acontece a segunda parte que envolve troca de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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