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DIs têm nova sessão de baixa; contrato para 2012 se aproxima de 14%

SÃO PAULO - Na ausência de indicadores de peso no mercado interno, os contratos de juros futuros operaram na sequência do pregão de ontem, depois que a queda acima do esperado na produção industrial de outubro aumentou as expectativas em torno de uma alteração na política monetária brasileira. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), os vencimentos voltaram a cair de forma acentuada.

Valor Online |

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava queda de 0,21 ponto percentual, para 13,72%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,15 ponto, para 14,12%, enquanto janeiro 2012 apontava 14,13%, desvalorização de 0,19 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava baixa de 0,03 ponto, para 13,53%. Julho de 2009 caía 0,11 ponto, projetando 13,76%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 511.340 contratos, equivalentes a R$ 54,60 bilhões (US$ 19,01 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 193.720 contratos, equivalentes a R$ 16,87 bilhões (US$ 7,19 bilhões).

"O movimento dos DIs nos últimos dias é pertinente com um viés de baixa para a taxa Selic", aponta a economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro, para quem a crise externa fará o papel da política monetária mais austera, reduzindo a atividade.

A projeção atual da economista é de corte total de 0,5 ponto percentual na Selic em 2009. "Mas uma redução de 1 ponto percentual ao longo do ano parece bastante razoável se os números continuarem apontando para forte retração", afirmou.

Tal expectativa está apoiada nas indicações de menor atividade econômica e inflação sob controle mesmo com a desvalorização do real. De acordo com a economista, o dólar mais caro é compensado pelas commodities mais baratas.

De acordo com a especialista, a queda de 1,7% na produção industrial em outubro surpreendeu negativamente o mercado e alguns analistas já revisaram suas previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008 de crescimento para contração.

A Tendências ainda revisa seu modelo, mas Alessandra aponta que a previsão de expansão de 0,6% ganhou viés negativo e deve ser alterada. Para 2009, a consultoria estima crescimento de 2,6% no PIB, contra estimativa anterior de 3,2%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou leilão de troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT). As duas operações movimentaram R$ 2,2 bilhões. Das 500 LTNs ofertadas, 440 mil foram aceitas. E do lote de 1 milhão de LFTs 625 mil foram tomadas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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