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DIs têm mais um dia de forte queda esperando decisão do Copom

SÃO PAULO - Consolidando as expectativas de corte de no mínimo 0,75 ponto percentual na Selic, os contratos de juros futuros encerraram a terça-feira apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, registrava baixa de 0,12 ponto, a 11,24%.

Valor Online |

O contrato para janeiro 2011 caiu 0,18 ponto, para 11,27%, e janeiro 2012 apontava 11,25%, com desvalorização de 0,23 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,94%, retração de 0,12 ponto. O vencimento para março de 2009 perdia 0,06 ponto, projetando 12,84%, e Julho de 2009 caía 0,06 ponto, para 11,97% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 687.915 contratos, equivalentes a R$ 62,39 bilhões (US$ 26,77 bilhões), montante 53% maior do que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 249.880 contratos, equivalentes a R$ 22,58 bilhões (US$ 9,69 bilhões).

Conforme foram saindo indicadores apontando para menor crescimento e inflação sob controle, os agentes foram mudando suas perspectivas quanto ao modo de atuação do Copom. De um corte de 0,25 ponto percentual logo após a decisão de dezembro, que segurou a Selic em 13,75%, as apostas se concentram, agora entre 0,75 ponto e 1 ponto percentual. A decisão do comitê será apresentada amanhã.

Dados econômicos fracos contribuem para expectativa de juros ainda menores. Ontem, a sinalização veio do mercado de trabalho, que perdeu 654,9 mil empregos formais em dezembro do ano passado, o dobro da média para o mês.

Hoje, o sinal veio da indústria. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o uso da capacidade instalada caiu para 81,6% em novembro, de 82,6% em outubro. E o faturamento do setor recuou 7% sobre novembro do ano passado, primeira baixa na comparação anual desde dezembro de 2006.

Para o banco de investimentos Merrill Lynch, o Copom deve ser mais conservador do que o mercado precifica, anunciando uma redução de juros de 0,5 ponto percentual, trazendo a Selic e 13,75%, para 13,25%. A previsão inicial do Merrill Lynch era de redução de 0,25 ponto.

Segundo os analistas do banco, embora as expectativas de inflação e os próprios indicadores apontem para uma trajetória benéfica de preços, o colegiado do Banco Central não deve descartar completamente o risco de alguma contaminação dos preços via desvalorização cambial.

"Esta é a principal razão para nossa previsão de corte de 0,5 ponto. Fora essa consideração, no entanto, o cenário poderia acomodar um corte maior, possibilidade que não pode ser completamente descartada", disse o banco em comunicado.

Além do corte de 0,5 ponto, agora em janeiro, o Merrill Lynch estima mais duas reduções de mesma magnitude em março e abril e um movimento final de 0,25 ponto em junho. Com isso, a Selic recuaria de 13,75% para 12% e ficaria assim até o final do ano. Para efeito de comparação, o último boletim Focus, mostra aposta média de Selic em 11,25% para o final de 2009.

O Merrill Lynch também revisou suas previsões para a Selic em 2010. A taxa básica voltaria a cair no primeiro trimestre do ano que vem, para 11,5%, com reduções graduais até fechar 2010 em 10,5%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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