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DIs têm forte queda e mais agentes falam em corte de 1 ponto na Selic

SÃO PAULO - Com dinâmica própria e à parte da instabilidade externa, os contratos de juros futuros voltaram a registrar queda na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) depois da realização de lucros observada ontem. Contribuindo para as apostas de corte mais acentuado na taxa Selic, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou deflação de 0,85% em janeiro, queda mais forte do que a esperada. Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, registrava baixa de 0,18 ponto, a 11,41%.

Valor Online |

O contrato para janeiro 2011 caiu 0,24 ponto, a 11,51%, e janeiro 2012 apontava 11,70%, perda de 0,11 ponto.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 perdeu 0,07 ponto percentual, para 13,02%, enquanto o DI para julho de 2009 recuou 0,09 ponto, projetando 12,17% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 535.390 contratos, equivalentes a R$ 47,57 bilhões (US$ 20,38 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 279.990 contratos, equivalentes a R$ 25,23 bilhões (US$ 10,81 bilhões).

A Tendências Consultoria acredita em uma atuação mais agressiva do Banco Central, com corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros já na larga do ciclo de afrouxamento monetário.

Segundo Marcela Prada, economista da Tendências, essa agressividade maior do Comitê de Política Monetária (Copom) se justifica pela brusca desaceleração da atividade durante o quarto trimestre do ano passado, que automaticamente contrata menor crescimento para 2009.

Pela projeção da consultoria, o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2008 deve apresentar queda de 2% sobre o terceiro trimestre.

Além disso, a especialista aponta que o efeito líquido da crise é de redução das pressões inflacionárias, mesmo com o dólar registrando acentuada valorização ante o real.

A consultoria também revisou sua expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A inflação oficial deve fechar o ano em 4,2%, abaixo do centro da meta, de 4,5%, perseguido pela autoridade monetária. A previsão anterior apontava para 4,8%.

Marcela acredita que, ao longo do primeiro semestre, o Banco Central deve cortar a taxa de juros em 2,75 pontos percentuais, trazendo o custo do dinheiro de 13,75%, para 11%. Além do corte de 1 ponto na reunião da semana que vem, outra redução de 1 ponto aconteceria em março, seguida de uma diminuição de 0,5 ponto em abril e mais 0,25 ponto em junho.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realizou hoje leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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