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DIs têm ajuste de baixa com agentes apontando em Selic menor em 2009

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros registraram um pregão de acentuada desvalorização nesta terça-feira, depois que os dados sobre a produção industrial reforçaram a idéia de que o impacto da crise externa na economia brasileira será mais acentuado do que o previsto e que isso levará o Banco Central a rever sua política monetária. No encerramento da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava queda de 0,19 ponto percentual, para 13,93%.

Valor Online |

Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,42 ponto, para 14,28%, enquanto janeiro 2012 apontava 14,33%, desvalorização de 0,50 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 destoava, registrando alta de 0,01 ponto, para 13,57%. Julho de 2009 caía 0,03 ponto, projetando 13,87%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 635.975 contratos, equivalentes a R$ 55,20 bilhões (US$ 23,42 bilhões), montante 72% maior que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 261.785 contratos, equivalentes a R$ 22,75 bilhões (US$ 9,65 bilhões).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção da indústria caiu 1,7% no mês passado, resultado bastante inferior ao esperado, é que já reflete os efeitos da crise internacional de crédito.

Contribuindo para o sentimento positivo do investidor, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou inflação de 0,39% na leitura final de novembro, abaixo da variação estimada de 0,58%.

Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, os dados de produção industrial apontam para a possibilidade de que o nível de atividade no país pode estar muito pior do que se estimava.

Folchini aponta que tal fator, aliado aos dados de inflação menos pressionados, como mostrou o IPC da Fipe, leva o mercado a descontar o exagero de prêmio embutido nos vencimentos futuros.

"Mas ainda não estamos em um cenário de redução de juros, o mercado desconta um exagero no acúmulo de prêmios", ressalta o especialista, acreditando que o BC optará pela manutenção da taxa Selic, em 13,75%, na reunião da semana que vem. Folchini não descarta uma redução na taxa básica, mas tal movimento não deve ser observado no curto prazo.

Ainda de acordo com vice-presidente de tesouraria do WestLB, é possível observar um componente governamental na curva. Depois de diversas medidas anunciadas para estimular o crédito e não deixar a economia esfriar, promover uma alta de juros seria um contra-senso. E alguns e vencimentos ainda embutiam a possibilidade de alta na taxa Selic.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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