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DIs superam instabilidade e voltam a registrar queda na BM F

SÃO PAULO - Repetindo a movimentação da sexta-feira, os contratos de juros futuros reverteram os ganhos do período da manhã e voltaram a apontar para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,09 ponto, a 11,08%.

Valor Online |

O contrato para janeiro 2011 caiu 0,10 ponto, 11,40%. E janeiro 2012 apontava 11,67%, desvalorização de 0,13 ponto.

Na ponta curta, o DI para março destoou e subiu 0,03 ponto, para 12,66%. O contrato para abril cedeu 0,02 ponto, marcando 12,31%. E julho de 2009 perdeu 0,04 ponto, projetando 11,64%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 352.855 contratos, equivalentes a R$ 31,158 bilhões (US$ 13,45 bilhões), 46% menos do que o registrado na sexta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 180.760 contratos, equivalente a R$ 16,43 bilhões (US$ 7,09 bilhões).

O recuo nos vencimentos está alinhado com as projeções do boletim Focus do Banco Central, que apontou Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,6% no fechamento de 2009, contra previsão anterior de 4,64%.

Os agentes consultados semanalmente pelo BC também esperam menor avanço do Produto Interno Bruto (PIB) no ano. A mediana das expectativas caiu de 2% de crescimento para 1,8%.

E pela quarta semana seguida o prognóstico para a taxa Selic foi colocado para baixo, de 11% para 10,75% no final do ano. Atualmente a taxa básica está em 12,75%.

Para o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, não tem um motivo principal que movimentou o mercado. O Focus trouxe notícias positivas, mas nada surpreendente, pois as expectativas de inflação devem mesmo cair abaixo da meta, fixada em 4,5%.

Fazendo uma análise mais técnica, Nepomuceno aponta que alguns vencimentos chegaram a um ponto de exaustão, ou seja, não oferecem mais prêmio que justifique apostas de baixa. O melhor exemplo é o de janeiro de 2010, que já embute mais dois cortes de 0,75 ponto percentual na Selic e um de 0,5 ponto.

O especialista explica que há espaço para a curva cair mais, mas que agora é arriscado apostar que o Banco Central será ainda mais agressivo na redução da taxa básica.

Olhando para o médio e longo prazo, Nepomuceno avalia que o governo tem de levar em conta como fará para se financiar em um mundo com menos recursos. O Brasil já exporta menos e o dinheiro disponível para investimentos no Brasil diminui. Como não há sinalização de ajuste pelo lado fiscal, com queda de gastos públicos, o ajuste futuro terá que ser feito via política monetária, ou seja, juros maiores para atrair capital.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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