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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros registram forte instabilidade nesta terça-feira. Depois de operar em alta durante parte da manhã, os contratos longos voltaram a perder prêmio na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 tinha baixa de 0,07 ponto percentual, para 11,32%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,08 ponto, a 11,57%. E janeiro 2012 apontava 11,87%, perda de 0,03 ponto.

Na ponta curta, os DIs para fevereiro e março de 2009 não registravam negócios. E Julho de 2009 cedia 0,04 ponto, a 11,78% ao ano.

O gestor de renda fixa da Global Equity, Octávio Vaz, observa que a instabilidade na curva de juros deve ser uma constante até a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

O que é certo, nota o especialista, é que o colegiado tem preocupação com a atividade e que a taxa deve voltar a cair, mas a velocidade e a extensão da queda continuam dependentes dos dados econômicos. " A decisão do Copom é uma grande incógnita. "
O mais provável, por ora, segundo Vaz, é uma redução entre 0,75 ponto e 1 ponto percentual. " Mas as opiniões vão mudando conforme os indicadores de inflação e atividade forem sendo apresentados. "
Na agenda do dia, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu 0,36% no município de São Paulo na terceira medição de janeiro. A inflação ficou acima do esperado puxada pelos itens sazonais como alimentos e educação.

Os agentes também receberam o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que apresentou alta de 3% em janeiro perante o último mês de 2008. Apesar da variação positiva, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo estudo, aponta que o índice ainda está em um patamar baixo em termos históricos.

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou em 47,4 pontos de janeiro, conforme a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado é o mais baixo desde janeiro de 1999.

Ainda pela manhã, o Banco Central (BC) apresentou os dados sobre o crédito. O volume global fechou 2008 em 41,3% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 34,2% em 2007. Entre novembro e dezembro, o estoque cresceu 1,6%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A primeira etapa acontece por liquidação financeira, enquanto a segunda etapa, agendada para amanhã, ocorre por meio da troca de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)