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DIs sobem refletindo plano europeu e inflação

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros apresentam movimento de alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) nesta segunda-feira. Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, o plano de 750 bilhões de euros desenhado para salvar o euro afasta, pelo menos por ora, as apostas de uma recessão externa mais acentuada.

Valor Online |

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros apresentam movimento de alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) nesta segunda-feira. Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, o plano de 750 bilhões de euros desenhado para salvar o euro afasta, pelo menos por ora, as apostas de uma recessão externa mais acentuada. Isto acabaria atingindo, também, o cenário doméstico, exigindo uma reavaliação na condução da política monetária. Por volta das 12 horas, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2010 não era negociado. Já julho de 2010 subia 0,01 ponto, a 9,70%. E janeiro de 2011 tinha alta de 0,12 ponto, a 11,11%. Entre os longos, o DI para janeiro de 2012 ganhava 0,09 ponto, a 12,44%. Mas janeiro 2013 recuava 0,01 ponto, projetando 12,79%. E janeiro 2014 perdia 0,04 ponto, a 12,78%. Durante o fim de semana, foi acertado o plano de garantia de empréstimos aos países da região. A União Europeia também atendeu a outro pleito do mercado, a recompra de títulos secundários de governos e empresas. Segundo Folchini, essa garantia de recompra é o ponto principal do plano, pois encerra a especulação contra os títulos, já que agora existe um comprador de última instância para os papéis. Com isso, diz o tesoureiro, se resolve o problema financeiro da região. No entanto, o sucesso do plano como um todo dependerá de como cada país vai lidar com o seu endividamento e como serão adotadas e conduzidas as políticas de austeridade. "Essa é uma solução temporária. Com esse programa, a Europa comprou tempo, mas não resolveu o problema", diz o especialista. Voltando o foco para o mercado local, Folchini aponta que a inflação continua gerando preocupação. Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que registrou alta de 0,47% na primeira previa do mês, avançando de 0,27% registrada em igual período do mês passado. Também foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que subiu para 0,78% na primeira semana de maio, o que equivale a uma alta de 0,02 ponto percentual em relação à taxa apurada no fim do mês passado. Como acontece toda a segunda-feira, o Banco Central apresentou o Boletim Focus, e, sem surpresa, a mediana das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu pela 16ª semana seguida, saindo de 5,42% para 5,5%. No entanto, o IPCA estimado para 2010 permaneceu em 4,8% pela quarta semana. No lado do crescimento, o Produto Interno Bruto (PIB) estimado para 2010 subiu de 6,06% para 6,26%, completando oito semanas de revisão para cima. A piora na projeção de inflação e maior estimativa crescimento não resultou em maior expectativa de alta de juros. A mediana segue mostrando Selic a 11,75% no fechamento de 2010. Já em 2011, a juro previsto para o final do período subiu de 11,25% para 11,50%, mostrando que os agentes enxergam cada vez menos espaço para redução dos juros no ano que vem. (Eduardo Campos | Valor)

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