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DIs seguem melhora global de humor e fecham em queda

SÃO PAULO - Superando a instabilidade observada no começo do pregão, os contratos de juros futuros de vencimento longo voltaram a cair de forma acentuada na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). A queda nos prêmios de risco ganhou consistência conforme a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) firmava alta e o dólar perdia valor ante o real.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,10 ponto percentual, para 14,57%. Janeiro 2011 fechou com perda de 0,11 ponto, para 15,29%, e janeiro 2012 apontava 15,59%, desvalorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, o contrato para dezembro de 2008 perdeu 0,06 ponto percentual, para 13,21% ao ano, e o DI para janeiro de 2009 apontava estabilidade a 13,61%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 380.180 contratos, equivalentes a R$ 34,67 bilhões (US$ 15,03 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 148.295 contratos, equivalentes a R$ 12,78 bilhões (US$ 5,54 bilhões).

Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, as curvas chegaram a ameaçar uma realização de lucros no começo do dia, mas a tendência de queda, que já dura vários dias, prevaleceu.

Na avaliação do especialista, alguns fatores dão suporte a essa queda nos prêmios de risco. O mais discutido deles é o impacto do menor ritmo de crescimento da economia brasileira na inflação, o que abriria espaço para redução na taxa básica de juros.

Na visão de Serrano, no curto prazo o Banco Central deve manter a postura adotada em outubro, segurando a taxa em 13,75% ao ano. Isso deve ocorrer, segundo ele, pois os indicadores de inflação continuarão pressionados e não há indício suficiente para quantificar o ritmo de desaquecimento da economia.

De acordo com o economista, essa percepção mais apurada do impacto da valorização do dólar na inflação e da crise externa sobre o consumo e investimento deve ser possível a partir do segundo trimestre de 2009.

No começo do ano que vem, portanto, o BC deve observar as expectativas de preço e crescimento e tomar uma postura. Para Serrano, nesta ocasião a possibilidade será de redução na taxa básica.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realizou a segunda etapa do leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), que tem liquidação por meio de troca de títulos, e o leilão de compra de NTN-B e Letras do Tesouro Nacional (LTN). Das 3 milhões de letras ofertas apenas 1 milhão foram negociadas, com giro financeiro em R$ 988,21 milhões. Do lote de 280 mil NTB-Bs ofertadas, apenas 90 mil foram aceitas, movimentando R$ 127,63 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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