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DIs seguem em baixa com renovada expectativa de juros menores

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros registram mais um pregão de baixa nesta quinta-feira. Dados apontando fraca atividade doméstica contribuem para um aumento da expectativa de mudança na política monetária.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 tinha baixa de 0,11 ponto percentual, a 13,72%. Já o contrato para janeiro 2011 também registrava desvalorização de 0,11 ponto, a 14,12%. E janeiro 2012 apontava 14,12%, queda de 0,10 ponto percentual.

Na ponta curta, o DI para janeiro de 2009 caía 0,03 ponto, apontando 13,52%. E julho de 2009 perdia 0,10 ponto, projetando 13,73%.

A Anfavea mostrou que a venda de veículos caiu 34% em novembro em comparação com outubro, maior queda mensal desde 1990. Sobre novembro do ano passado, a queda foi de 28%, pior resultado desde 1999.

O setor industrial deu mais um sinal de desaceleração, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o nível de utilização da capacidade instalada caiu de 83,4% em setembro para 82,9% em outubro, em termos dessazonalizados. Ainda de acordo com a CNI, as vendas reais recuaram 0,2% em outubro perante setembro. Os dados vão de encontro com a queda de 1,7% na produção industrial no 10º mês deste ano anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, os dados apresentados hoje são inequívocos quanto à forte desaceleração na atividade da economia e reforçam a expectativa de juros menores no país.

Gonçalves lembra que nas duas últimas semanas o mercado de juros futuros vem antecipando a expectativa de corte na Selic. " Agora acredito em possibilidade de corte na quarta-feira que vem. " Para ele, o Banco Central (BC) pode anunciar um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião do dia 10 deste mês. " A curva precifica estabilidade, mas isso pode mudar " , avalia.

O economista notou que o IGP-DI que será apresentado na segunda-feira pode dar rumo à decisão, pois o indicador deve mostrar o efeito do câmbio sobre os preços no atacado e como a retração da demanda afeta os preços no setor de construção.

Gonçalves lembra que o BC estava esperando uma confirmação na retração da atividade, que agora já é fato. A dúvida recai sobre o comportamento do câmbio, mas ele acredita que a pressão de alta sobre a moeda deve começar a ceder.

O especialista observa que as reduções de juros ao redor do mundo e a sinalização de que as taxas devem cair ainda mais têm efeito positivo sobre as bolsas de valores, o que também acabará resultando em dólar menos pressionado.

Voltando o foco para a questão da atividade, o Gonçalves comenta que a queda de 34% nas vendas de veículos no mês passado levou a uma revisão na previsão para a produção industrial do mesmo mês. Se nada acontecer com os outros setores da economia, só essa contração no segmento automobilístico deve reduzir a produção industrial de novembro em 1,8%.

As indicações recentes de parada brusca na atividade durante o quarto trimestre também resultam em revisão nos prognósticos para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008. Pela avaliação de Gonçalves, a economia brasileira crescerá menos de 5% neste ano. Sua projeção é de avanço de 4,8%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza hoje leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT). As propostas serão tomadas das 12h às 13h, com operação especial das 15h às 16h.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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