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DIs seguem ajustando para baixo no primeiro dia de reunião do Copom

SÃO PAULO - Depois de um começo de pregão instável, os contratos de juros futuros voltam a apontar para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), com os agentes consolidando apostas quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa hoje sua reunião de dois dias. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,06 ponto percentual, para 11,30%.

Valor Online |

O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,15 ponto, também a 11,30%. E janeiro 2012 apontava 11,32%, com queda de 0,16 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,94%, retração de 0,06 ponto. O vencimento para março de 2009 perdia 0,05 ponto, projetando 12,85%. E Julho de 2009 caía 0,03 ponto, para 12% ao ano.

Para o economista-chefe da Corretora Liquidez, Marcelo Voss, o Banco Central vai ter que assumir mea-culpa de não ter começado a cortar a taxa de juros em dezembro e inaugurar o ciclo com uma redução de 0,75 ponto percentual.

Segundo o especialista, nesse momento de crise o gradualismo perde sentido, pois a economia não está caminhando em ciclos. Há uma descontinuidade, uma quebra, ocasionada pelos graves problemas do sistema financeiro e seus impactos na economia real. " Tecnicamente, caberia redução superior a 1 ponto percentual, mas não se projeta isso em função do histórico de atuação do BC. "
No entender de Voss, a contribuição dos preços na queda de juros poderia ser ainda maior se o governo parasse de transferir renda para a Petrobras. Segundo o especialista, uma redução de 20% a 25% no preço dos combustíveis teria impacto deflacionário importante, permitindo uma queda maior da taxa básica.

Por outro lado, o economista aponta que ao contrário de outros BCs ao redor do mundo, a autoridade monetária brasileira tem limite para reduzir a taxa de juros. Voss lembra que a taxa básica reflete as deficiências estruturais do país, como falta de infra-estrutura, endividamento e pouca abertura comercial. " Selic abaixo de 11% é difícil de imaginar. "
Fora isso, a composição da inflação no Brasil é quase que de subsistência, refletindo, em grande, parte alimentos, moradia e educação. Enquanto nos países desenvolvidos mais de 80% da inflação está relacionada aos serviços. Isso significa que o impacto deflacionário mundial é diferente por aqui. Em breve o preço das commodities agrícolas deve parar de cair e esboçar reação em função de clima e demanda inelástica, impactando os índices de inflação no mercado interno.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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