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DIs retomam movimento de baixa e caem forte na BM F

SÃO PAULO - Depois de um começo de pregão instável, os contratos de juros futuros voltaram a firmar tendência de baixa, devolvendo, assim, boa parte dos prêmios acumulados entre sexta-feira e ontem. Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,17 ponto, a 11,22%.

Valor Online |

O contrato para janeiro 2011 caiu 0,20 ponto, para 11,43%, e janeiro 2012 apontava 11,68%, com desvalorização de 0,22 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,63%, sem alteração. O vencimento para março subiu 0,01 ponto, também a 12,63%, e Julho de 2009 perdeu 0,07 ponto, para 11,75% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 559.230 contratos, equivalentes a R$ 48,49 bilhões (US$ 20,92 bilhões), montante 48% maior do que o registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 320.100 contratos, equivalentes a R$ 28,99 bilhões (US$ 12,52 bilhões).

Para o gestor da Modal Asset Management, André Simões Cardoso, o estresse da parte da manhã, que levou o vencimento janeiro de 2010 a 11,43%, pode ser atribuído à decisão do governo de exigir licença prévia para importação para mais da metade dos produtos que entram no país.

Segundo o especialista, mesmo com os contratos de juros mudando de direção ao longo do dia, a questão envolvendo as importações deve ser acompanhada de perto, pois não deixa de representar um choque de oferta, o que pressiona preços para cima. "É uma medida que pode ser prejudicial."
Cardoso lembra que as importações ajudam a atender parte importante da demanda no mercado brasileiro e que isso não deixará de ser verdade mesmo com uma esperada redução nas transações comerciais com o exterior.

Segundo o especialista, parte do otimismo do mercado, que se traduziu em juros futuros menores no decorrer da tarde, pode ser atribuída à expectativa de uma ata positiva, sugerindo que o Comitê de Política Monetária (Copom) seguirá com ações agressivas para a redução dos juros. O documento será apresentado na quinta-feira e deve justificar o corte de 1 ponto percentual na Selic, anunciado quarta-feira passada.

No entanto, Cardoso não descarta episódios de volatilidade no intradia, pois as curvas estão muito sensíveis aos dados econômicos que são apresentados diariamente.

Segundo o especialista, tem uma ala do mercado que acredita que a crise já está se estabilizando e outra que enxerga que o problema vai demorar muito tempo para ser resolvido. "Estou mais para os pessimistas. O que sofremos é algo que vai mudar de maneira permanente a forma de concessão de crédito e isso terá um efeito sobre a atividade econômica."
Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). De acordo com o resultado prévio, todo o lote de 500 mil notas foi colocado, movimentando R$ 856 milhões. Amanhã acontece a segunda etapa do leilão por meio da transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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