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DIs registram leve queda em pregão de baixa liquidez

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um pregão instável e de pouca movimentação, mas acabaram a segunda-feira apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Segundo os especialistas, a tomada de posições está condicionada ao conteúdo da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será apresentada na quinta-feira.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava queda de 0,01 ponto percentual, para 12,78%. O contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,05 ponto, a 13,36%, e janeiro 2012 apontava 13,56%, queda de 0,04 ponto.

Na ponta curta, o vencimento para janeiro de 2009 recuou 0,01 ponto, para 13,50%, e o DI para julho de 2009 caiu 0,02 ponto, projetando 13,05%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 185.550 contratos, equivalentes a R$ 16,14 bilhões (US$ 6,74 bilhões), menor volume em mais de um mês. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 86.190 contratos, equivalentes a R$ 7,60 bilhões (US$ 3,17 bilhões).

No decorrer das últimas semanas, o consenso de mercado foi se formando em torno de juros menores em 2009, conforme os indicadores econômicos passaram a apontar forte retração da atividade. Além disso, os índices de inflação passaram a indicar arrefecimento nos preços.

Os analistas do banco de investimento Merrill Lynch não descartam a possibilidade de juros menores no Brasil já em janeiro de 2009, mas preferem esperar pela ata do Copom para revisar suas previsões para a taxa Selic.

O banco chama atenção para a mudança de linguagem no comunicado que o Banco Central apresentou junto com a decisão da semana passada. A surpresa veio com a indicação de que os membros já teriam considerado uma corte na taxa de juros.

Tal referência dominou o debate entre os agentes de mercado desde a quarta-feira passada e, para o Merrill Lynch, existem três interpretações possíveis para o fato.

A primeira delas, e mais disseminada no mercado, é de que a afirmação teria o mesmo efeito do viés de baixa, sinalizando uma redução de juros em janeiro. O Merrill Lynch não se mostra muito convencido disso em função do histórico de atuação do BC, que primeiro apresenta uma placar de reunião divido para depois alterar a política monetária.

Outra interpretação é que o BC teria cedido às pressões políticas, mas os analistas do banco afirmam que o placar unânime pela manutenção da taxa em 13,75% ao ano afasta a possibilidade de interferência externa no comitê.

A terceira possibilidade é de que a mudança de linguagem é uma forma de coordenar as expectativas do mercado. De acordo com o banco, o balanço de riscos mudou de forma incrivelmente rápida e a estratégia de comunicação do BC corria o risco de ficar defasada.

Para o Merrill Lynch, esse último aspecto faz mais sentido, mas enquanto a inflação permanecer como único mandato do BC, há um claro limite sobre o quanto ele pretende ignorar o crescimento e perseguir o centro da meta de inflação de 4,5% ou aceitar preços maiores até o limite da banda de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

"De fato, a possibilidade de um cenário no qual a inflação não desvie muito do centro da meta aumentou em função dos recentes dados econômicos", apontou o Merrill Lynch em relatório.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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