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DIs recobram prêmios e operam próximo da estabilidade na BM F

SÃO PAULO - Depois de um começo de pregão positivo, com as curvas apontando para baixo, a instabilidade externa e a valorização do dólar ante o real começam a pesar sobre a formação das taxas futuras de juros. Na agenda do dia, uma série de indicadores de inflação e o boletim Focus, do Banco Central (BC), que apontou para uma queda na expectativa de preço para 2008.

Valor Online |

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 opera estável a 15,16%, depois de cair a 15,04%. Janeiro 2011 tinha alta de 0,01 ponto, a 15,98%. E janeiro 2012 apontava 16,23%, também valorização de 0,01 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,32%, baixa de 0,08 ponto. E o DI para janeiro de 2009 caía 0,11 ponto, projetando 13,52%.

De acordo com a sondagem do BC junto às instituições financeiras, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008, que baliza a política de metas, recuou de 6,40%, para 6,39%, encerrando uma seqüência de cinco semanas de alta. Para 2009, o prognóstico parou de subir e ficou estável em 5,20%.

Por outro lado, a expectativa para a taxa de câmbio no final do ano subiu pela sétima semana, atingindo R$ 2,10 contra R$ 2,05 anteriormente.

O analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, notou que o Focus mostra um mercado ainda pessimista, mas, aos poucos, vem ganhando corpo a idéia de que a inflação ainda é imprevisível e mesmo os mais ortodoxos começam a avaliar que o BC pode ter uma ação tática de juros mais frouxos para conter a desaceleração econômica contrata para 2009.

Para o especialista, o que segura uma queda mais acentuada nos juros é o comportamento do dólar, que volta a ganhar valor ante o real nesta segunda-feira, firmado posição acima de R$ 2,30. " Mas, de maneira geral, o mercado se alinha em torno da idéia de política monetária menos ortodoxa. "
Segundo Goulart, o Banco Central deve segurar a taxa de juros em 13,75% ao ano na reunião de dezembro. Ele comentou que o Brasil ainda tem uma condição um pouco favorável com relação ao crescimento, mas a autoridade monetária tem que ser cautelosa, pois uma sinalização errada (como elevação de juros) pode trazer grandes danos à economia em 2009 e 2010.

Ainda de acordo com o analista, o BC pode adotar postura semelhante a de outras autoridades monetárias, deixando claro sua preocupação com a inflação, mas indicando, também, que o balanço de riscos pesa, agora, mais para o lado da atividade.

Os agentes também receberam a segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de novembro. O índice de preços no atacado cresceu 0,49%, contra 0,86% registrado em igual período de outubro. Segundo Goulart, o índice menos pressionado reflete a queda nos preços do atacado, que seguiram as commodities mais baixas.

Ainda pela manhã, foi apresentado o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que na sua variação semanal, ganhou 0,56%, leve baixa sobre a leitura anterior de 0,54%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza hoje leilão de troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT). As propostas serão tomadas das 12h30 às 13h.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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