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DIs passaram por ajuste após queda de 12,4% na produção industrial

SÃO PAULO - A forte queda na produção industrial em dezembro movimenta o mercado de juros futuros, promovendo queda nos vencimentos até janeiro de 2010, mas os contratos de prazo mais dilatados apontam para cima. Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,06 ponto, para 11%. Já o contrato para janeiro 2011 tinha valorização de 0,03 ponto, a 11,38%.

Valor Online |

E janeiro 2012 apontava 11,65%, alta de 0,02 ponto. Na máxima o contrato bateu 11,80%.

Na ponta curta, o DI para março de 2009 subia 0,02 ponto, 12,66%. Em direção contrária, abril de 2009 recuava 0,01%, a 12,30%. Julho de 2009 perdia 0,01 ponto, para 11,61% ao ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial caiu 12,4% no último mês do ano passado, pior resultado da série história. Perante dezembro de 2007, a queda foi de 14,5%. Dos 27 ramos de atividade pesquisados, 25 apresentaram retração.

O economista-chefe da Corretora Liquidez, Marcelo Voss, comentou não haver há justificativa para os vencimentos além do janeiro de 2010 perderam prêmio de risco. Essa ponta da curva já havia fechado muito e aconteceu um esgotamento das apostas.

De acordo com ele, se o governo americano conseguir equalizar o setor financeiro e retomar o crescimento a partir do segundo semestre, não tem como o Brasil ter taxa de juro abaixo de 11%. Um dos pontos limitantes é a composição da inflação interna, que é basicamente commodities, que voltariam a ganhar preço. Se o cenário for o contrário, ou seja, a crise piorar ainda mais, o BC também não pode cortar muito os juros em função do efeito câmbio sobre os preços.

Para o especialista, a aposta válida é com que velocidade o Banco Central (BC) puxa a taxa Selic de volta a 11,25%. Os dados divulgados hoje permitem acreditar em novo corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros. " A questão é desse ponto (11,25%) em diante. "
Voss observa que os vencimentos curtos poderiam estar ainda mais baixos; já os mais longos devem manter esses preços ou subir um pouco mais.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A primeira etapa acontece hoje por liquidação financeira e a segunda fica para amanhã, por meio de transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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