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DIs passam por ajuste de alta na BM F

SÃO PAULO - Depois de dois dias de forte queda, a quarta-feira foi de ressaca para os contratos de juros futuros. Os investidores aproveitaram a ausência de indicadores relevantes na agenda do dia e ajustaram suas posições, fazendo os vencimentos apontarem para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com alta de 0,04 ponto, a 11,01%. O contrato para janeiro 2011 subiu 0,09 ponto, a 11,44%, e janeiro 2012 apontava 11,74%, também com valorização de 0,09 ponto.

Na ponta curta, o DI para março caiu 0,01 ponto, para 12,63%. O contrato para abril também perdeu 0,01 ponto, a 12,30%, e julho de 2009 subiu 0,02 ponto, projetando 11,60%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 468.830 contratos, equivalentes a R$ 42,28 bilhões (US$ 18,27 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 174.830 contratos, equivalentes a R$ 15,91 bilhões (US$ 6,87 bilhões).

Segundo gestores e economistas, a curva futura já precifica mais duas reduções de 1 ponto percentual na taxa Selic, o que tira espaço para a formação de novas apostas de baixa.

Mais pessimista que a maioria de seus pares, os economistas da Gradual Investimentos acreditam que o Banco Central pode ser ainda mais agressivo na reunião do dia 11 de março, cortando a Selic em 1,5 ponto percentual.

E tal redução não seria única. A Gradual também acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) fará nova redução de mesma magnitude no encontro de abril. Com isso, a Selic cairia para 9,75% ao ano. Para efeito de comparação, o último boletim Focus, sondagem do BC com os agentes de mercado, projeta Selic em 10,75% no encerramento de 2009.

O que embasa essa expectativa da corretora é o cenário de forte desaceleração que se confirma para o ano. "Tudo em linha, temos para 2009 um crescimento levemente negativo de 0,22%."
Pelo modelo da Gradual, que pondera o Produto Interno Bruto (PIB) em função das pesquisas de comércio e indústria do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira encolheu 2,2% no quarto trimestre de 2008, e a brusca desaceleração terá reflexo ao longo deste ano. "Ficaremos o ano de 2009 inteiro correndo atrás do prejuízo do fatídico do quarto trimestre."
Para este primeiro trimestre, a projeção é de retração de 0,8% do PIB, reflexo de uma produção industrial ainda baixa. Já no segundo trimestre, a retomada dos pedidos à indústria deve ajudar a economia a crescer 0,5%. E no terceiro e quarto trimestres o avanço projetado é de 0,8% com reabertura dos canais de crédito e algum melhora na economias maduras.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realizou a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), que aconteceu por meio da troca de títulos. Também aconteceu resgate antecipado de NTN-Bs, que movimentou apenas R$ 28,3 milhões, com 17,3 mil notas tomadas de 414 mil ofertadas. No leilão de troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT), 999.600 títulos foram movimentados, girando R$ 1,7 bilhão.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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