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DIs operam próximos da estabilidade apesar da alta do dólar

SÃO PAULO - Depois da acentuada baixa registrada na sessão de ontem, os contratos de juros futuros operam sem tendência definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os agentes continuam acompanhando a sinalização proveniente do cenário externo e dados da economia doméstica, deixando um pouco de lado o comportamento do dólar, que segue avançando sobre o real.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,05%, a 14,79%. Janeiro 2011 estava estável a 15,47%. E janeiro 2012 apontava 15,59%, desvalorização de 0,10 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 tinha elevação de 0,02 ponto, a 13,32%. E o DI para janeiro de 2009 marcada 13,56%, sem alteração.

O economista-chefe da CM Capital Markets, Tony Volpon, comentou que o mercado de juros vem se descolando do câmbio, pois dá maior atenção aos sinais de deflação no mercado internacional.

Indicação clara de que a trajetória de preços nos exterior é para baixo veio com os índices de preços ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos, que tiveram variação negativa em outubro.

De acordo com o especialista, as curvas estão " olhando " além do impacto de curto prazo do dólar mais caro na inflação brasileira. Ou seja, dentro de um horizonte mais dilatado, essa queda de preço em âmbito mundial também terá um grande impacto no crescimento da economia brasileira.

Para Volpon, o impacto dessa deflação e também da restrição de crédito pode demorar um pouco para chegar à economia real, pois o país é afetado por uma inércia de crescimento e muitos segmentos respondem com lentidão às mudanças de cenário.

Tal situação deixa o Banco Central (BC) em posição complicada, pois, nos próximos meses, a inflação vai refletir a alta do dólar e os indicadores de crescimento devem continuar firmes. Porém uma alta de juros não seria viável, pois poderia acentuar uma desaceleração já contratada.

Por essa razão, o economista acredita que o BC deve manter a taxa estável em 13,75% pelo menos até o segundo semestre do ano quem. Até lá, os efeitos do crédito mais caro e escasso e da deflação devem estar mais disseminados na economia, abrindo espaço para uma redução na taxa básica.

No campo econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que o nível de desemprego ficou em 7,5% no mês passado, percentual ligeiramente inferior aos 7,6% registrados um mês antes. Tal resultado indica que até o mês passado o mercado de trabalho brasileiro ainda não foi pego pela crise econômica.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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