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DIs mostram redução na aposta de alta acentuada de juros

Depois de um movimento generalizado de baixa durante quase todo o pregão, os contratos de juros futuros fecham a sexta-feira sem rumo definido na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). A agenda do dia contou com divulgação relevante, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas o mercado parece mesmo mais atrelado aos desenvolvimentos externos. O ambiente é de incerteza após o pregão de grande instabilidade de ontem, e nem o câmbio e nem as bolsas têm vetor definido.

Valor Online |

Depois de um movimento generalizado de baixa durante quase todo o pregão, os contratos de juros futuros fecham a sexta-feira sem rumo definido na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). A agenda do dia contou com divulgação relevante, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas o mercado parece mesmo mais atrelado aos desenvolvimentos externos. O ambiente é de incerteza após o pregão de grande instabilidade de ontem, e nem o câmbio e nem as bolsas têm vetor definido. Antes do ajuste final de posições na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para Junho de 2010 tinha acréscimo de 0,01 ponto, a 9,39%. Enquanto julho de 2010 devolvia 0,02 ponto, a 9,68%. E janeiro de 2011, o mais líquido do dia, subia 0,01 ponto, projetando 11,03%. Mais ligados à cena externa, o DI para janeiro de 2012 caiu 0,04 ponto, a 12,38%. Já o contrato para janeiro de 2013 cedeu 0,02 ponto, a 12,81%, e janeiro 2014 acumulou 0,01 ponto, para 12,86%. Até as 16h15, foram negociados 1.384.935 contratos, equivalentes a R$ 127,32 bilhões (US$ 69,37 bilhões), 32% menos do que o registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 489.150 contratos, equivalentes a R$ 45,29 bilhões (US$ 24,67 bilhões). Independentemente dos dados de inflação e atividade no mercado local, o que é possível afirmar é que os agentes que atuam no mercado de juros futuros estão reduzindo o tamanho de sua posição comprada, ou seja, estão esperando um ajuste menor na taxa básica de juros. Quem chama atenção para o fato é o sócio da consultoria Wagner Investimentos, Milton Wagner, que trabalha com base em um modelo quantitativo que consegue captar o posicionamento dos grandes agentes de mercado. Segundo o modelo de Wagner, pela primeira vez desde o começo de março, o posicionamento dos investidores rompeu para baixo as concentrações de curto prazo. "A probabilidade de uma alta de 1 ponto percentual na Selic torna-se mais difícil", diz o especialista. Ainda de acordo com Wagner, tal movimentação entre os agentes faz todo o sentido. Afinal, ninguém trabalha com um ciclo de forte aumento de taxas de juros em um meio a um cenário de tamanha incerteza externa. Na avaliação do especialista, a melhor saída para a crise que ronda a Europa, é o Banco Central Europeu (BCE), com apoio de outros governos, começar a avaliar a compra dos títulos da Grécia que estão com os bancos da região. Assim se elimina o risco de uma contaminação sistêmica no sistema financeiro europeu. (Eduardo Campos | Valor)

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