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DIs longos seguem em baixa, reagindo ao cenário externo

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros operam sem tendência definida nesta terça-feira. Alguns vencimentos recobrando parte dos acentuados prêmios perdidos na sessão de ontem enquanto outros seguem apontando para baixo dada à melhora de ambiente externo.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,03 ponto percentual, a 14,69%. Janeiro 2011 também tinha queda de 0,03 ponto, a 15,42%. E janeiro 2012 apontava 15,74%, recuo de 0,06 ponto.

Já na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,25%, alta de 0,15 ponto. E o DI para janeiro de 2009 aumentava 0,03 ponto, projetando 13,56%.

O diretor de gestão de Meta Asset Management, Alexandre Horstmann, observou que a formação das curvas fica dividida entre o noticiário interno e o comportamento do mercado internacional.

As curvas chegaram a apontar para cima depois que o Banco Central (BC) divulgou os números sobre a concessão de crédito em outubro. Segundo Horstmann, era esperada uma desaceleração, mas os números ainda não refletiram a contração do crédito como reflexo da crise externa. " Mas não tenho dúvida que o aperto de crédito vai acontecer. "
Segundo o BC, o volume global de crédito do sistema financeiro atingiu 40,2% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 1,187 trilhão, no mês passado, crescimento de 2,9% sobre setembro. Com o resultado de outubro, o avanço do crédito supera a meta do BC para 2008, que era de 40%.

Pelo lado externo, as curvas refletem o novo dia de valorização das bolsas e a perda de valor do dólar depois que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, anunciou um plano para dar suporte ao crédito ao consumidor.

Por meio de uma linha de US$ 200 bilhões, o Fed espera criar liquidez no mercado de securitização e Asset-Backed Securities (ABS, instrumento lastreado por ativos financeiros) originados por empréstimos estudantis, financiamento de automóveis e empréstimos para pequenos negócios. Garantindo mercado para os derivativos, o Fed encoraja o originação de empréstimos ao consumidor.

Além disso, o Fed se dispôs a comprar outros US$ 600 bilhões em títulos relacionados com hipotecas de empresa como a Fannie Mae e Freedie Mac, que são patrocinadas pelo governo.

Horstmann notou que esse novo pacote de medidas está bastante relacionado ao lado real da economia, complementando as medidas anteriores que visavam conter o pânico no segmento financeiro.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realiza hoje leilão tradicional de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B). As propostas serão tomadas das 12h às 13 horas, com operação especial das 15h às 16h. A segunda etapa do leilão acontece amanhã.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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