SÃO PAULO - Depois de um comportamento díspar na sessão de ontem, com vencimentos curtos caindo e longos subindo, os contratos de juros futuros operam todos em baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 registrava baixa de 0,05 ponto, a 10,65%.

Já o contrato para janeiro 2011 recuava 0,13 ponto, a 10,99%. E janeiro 2012 apontava 11,28%, queda de 0,14 ponto.

Já na ponta curta, o DI para abril de 2009 devolvia 0,06 ponto, marcando 11,84%. Maio de 2009 aumentava 0,03 ponto, a 11,74%. E julho de 2009 devolvia 0,05 ponto, a 11,19%.

Segundo a economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli, parte das quedas pode ser atribuída à piora do quadro externo. O raciocínio é simples. Enquanto lá fora as coisas não melhoram, o ambiente interno segue negativamente influenciado.

Sem sinal de trégua na crise, com economias perdendo força e bancos envoltos em perdas bilionárias, Maristella aponta que Banco Central brasileiro teria espaço para reduzir a taxa básica de juros em mais de 1 ponto percentual na reunião da semana que vem.

" Mas os sinais que o próprio BC tem dado com relação ao comportamento da inflação, deixam o corte de 1 ponto como sendo o mais provável " , resume.

Ainda de acordo com a economista, independentemente dos repiques pontuais de alta na curva, a tendência segue de baixa na taxa de juros. Para reunião de abril, um novo corte de 1 ponto percentual não pode ser descartado.

A dúvida fica com a amplitude total do ciclo, que continua dependendo do impacto da crise sobre a atividade no mercado interno.

Na gestão da dívida, o Tesouro realiza leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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