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DIs longos recuam em mais um dia de elevado volume

SÃO PAULO - Em mais uma sessão de elevada liquidez, os contratos de juros futuros devolveram parte dos prêmios de risco acumulados no pregão de ontem. No entanto, as vendas ficaram concentradas nos vencimentos longos, o que mostra que muitas das apostas de alta na Selic na semana que vem foram mantidas.

Valor Online |

Ao final da jornada, na Bolsa de Mercadorias e & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril marcava baixa de 0,01 ponto, a a 8,81%. Já julho de 2010 também cedeu 0,01 ponto, para a 9,34%. Ainda entre os curtos, janeiro de 2011 permaneceu estável a 10,52%.

Entre os mais longos, o vértice janeiro de 2012 caía 0,04 ponto, a 11,63%, e janeiro de 2013 também perdia 0,04 ponto, a 11,96%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.405.980 contratos, equivalentes a R$ 130,36 bilhões (US$ 73,68 bilhões), queda de 11% sobre o volume de ontem.

O vencimento para abril de 2010 foi novamente o mais negociado, com 366.40 contratos, equivalentes a R$ 36,46 bilhões (US$ 20,61 bilhões).

Segundo o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, não há elementos concretos que justifiquem uma alta de juros na semana que vem. O que acontece é que uma série de eventos, uns de cunho econômico e outros não, levaram os agentes a adotar postura mais cautelosa.

Pelo lado econômico, o especialista citou como exemplo as vendas no varejo, que subiram forte em janeiro. Mas assim como a inflação, a leitura pode estar distorcida por fatores sazonais. No caso do varejo são as isenções tributárias, e nos preços, a pressão de alta vem de alimentos e preços administrados, que sempre sobem no começo do ano.

O lado menos racional envolve a possibilidade de sucessão no comando do Banco Central. Segundo Petrassi, seguem surgindo rumores de toda a parte dando conta de quem estaria cotado para assumir a presidência do BC. E isso tipo de coisa gera incerteza.

"O Meirelles conduziu mal o seu processo de saída. A falta de definição leva os agentes a adotar uma postura mais defensiva", conclui Petrassi.

(Eduardo Campos | Valor)

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