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DIs longos passam por correção e fecham estáveis na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros fecharam a terça-feira sem tendência definida, com parte dos agentes aproveitando para embolsar os ganhos recentes. Com a curva embutindo uma redução de 1,75 ponto percentual na Selic durante todo o ano de 2009 sobra pouco espaço para novas apostas de baixa, o que cria oportunidade de correções.

Valor Online |

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava leve alta de 0,01 ponto percentual, para 11,99%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou estável a 11,94%, depois de cair a 11,84%. E janeiro 2012 apontava 12,02%, também sem alteração.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 perdeu 0,01 ponto percentual, para 13,24%, e o DI para julho de 2009 recuou 0,01 ponto, projetando 12,61% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 393.510 contratos, equivalentes a R$ 35,01 bilhões (US$ 15,37 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 231.810 contratos, equivalentes a R$ 20,74 bilhões (US$ 9,10 bilhões).

No campo econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje que a produção industrial de novembro caiu 5,2% sobre outubro, pior resultado desde 1995. Contra igual mês do ano passado, a baixa foi de 6,2%, interrompendo, assim, uma seqüência de 28 meses seguidos de expansão neste tipo de comparação.

O professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, lembra que, sazonalmente, o mês de novembro é mais fraco, mas a queda superou muito as expectativas do mercado. O consenso apontava para redução de 3%.

O especialista aponta que essa forte contração reflete a redução nas vendas, principalmente, de produtos que dependem de crédito, com os bens duráveis. "A crise de crédito bateu nas vendas e gerou um efeito na indústria."
No entanto, Leite acredita que a tendência, agora, é de estabilização na produção, com possibilidade de recuperação conforme a concessão de crédito volte a aumentar ao longo dos próximos meses.

Os dados sobre a produção industrial também ajudaram a reforçar a percepção de juros menores. De acordo com o professor, além da questão envolvendo a atividade, o comportamento da inflação também favorece uma redução da Selic já em janeiro.

Leite aponta que os preços no atacado registram grande desaceleração, e que a alta no preço da moeda norte-americana, que subiu mais de 30% no ano passado, não resultou em repasse aos consumidor.

O professor espera um corte de 0,5 ponto percentual na Selic, que atualmente vale 13,75% ao ano, na reunião de 21 janeiro, e outras duas ou três reduções de mesma magnitude ao longo do ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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