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DIs longos ajustam para baixo após reunião do Copom

SÃO PAULO - Seguindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), os contratos de juros futuros continuam ajustando para baixo. A direção para os juros é essa mesmo, afirma o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano.

Valor Online |

Ele acrescentou que o comunicado da autoridade monetária apresentado ontem reforça a expectativa de Selic menor já no começo de 2009.

Conforme o esperado, o comitê segurou a taxa Selic em 13,75% ao ano, mas indicou que a maioria dos integrantes já teria discutido a possibilidade de diminuir a taxa básica. O documento também revelou que o próximo movimento está condicionado à evolução do cenário de inflação.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,15 ponto percentual, a 12,83%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,09 ponto, a 13,35%. Janeiro 2012 apontava 13,43%, perda de 0,14 ponto percentual.

Na ponta curta, o DI para janeiro de 2009 passa por ajuste de alta, promovido pelos agentes que apostam em redução da taxa já na quarta-feira. O vencimento subia 0,07 ponto, a 13,49%. Já o vencimento julho de 2009 perdia 0,11 ponto, projetando 13,08%.

O economista também afirma que cresceu bastante a probabilidade de um corte de juro já na reunião de 21 de janeiro. " O uso da palavra ´tempestiva´ sinaliza mudança de política monetária no curto prazo. "
Serrano também ressalta que essa postura do BC não coloca em xeque todo crescimento de 2009. " O BC está esperando os dados para ter um quadro mais conclusivo sobre a inflação. "
De acordo com Serrano, era esperado que o colegiado do BC adotasse essa postura de esperar para ver, pois ainda há incerteza sobre os impactos da menor demanda doméstica e da recente puxada de alta no preço do dólar sobre os preços. " As medidas de política monetária serão tomadas com cautela. "
Quanto à ata da reunião, que será apresentada na semana que vem, o economista espera um tom menos conservador do que aquele adotado na reunião de outubro. O documento deve trazer, também, uma discussão maior sobre o impacto da crise externa na economia brasileira.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realiza hoje leilões para a venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). Também acontece resgate antecipado de NTN-F. As propostas serão tomadas das 12h às 13h, com operação especial das 15h às 16h.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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