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DIs longo têm alta, apesar de menor previsão de inflação

SÃO PAULO - O mercado de juros futuros segue instável. Depois de uma tentativa de queda no começo dos negócios os vencimentos longos voltaram a apontar para cima, apesar das menores previsões de crescimento e inflação para 2009.

Valor Online |

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava estabilidade a 11,17%. O contrato para janeiro 2011 tinha valorização de 0,05 ponto, a 11,55%. E janeiro 2012 apontava 11,83%, ganho de 0,03 ponto.

Na ponta curta, o DI para março de 2009 subia 0,01 ponto, 12,64%. Em direção contrária, abril de 2009 recuava 0,03%, a 12,30%. E julho de 2009 ganhava 0,01 ponto, para 11,69% ao ano.

De acordo com o boletim Focus, do Banco Central (BC), a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 4,64%, para 4,6% no fechamento do ano. Os agentes também revisaram para baixo a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 2% para 1,8%, e esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) leve a taxa Selic a 10,75% até o final do ano, contra previsão de anterior de 11%.

Para o economista-chefe da CM Capital Markets, Tony Volpon, essa instabilidade no mercado de juros, que opera " de lado " de acordo com jargão de mercado, reflete um período de consolidação de expectativas.

Volpon lembra que a curva futura caiu durante dois meses consecutivos, antecipando de forma acentuada as projeções apontadas pelas pesquisas de mercado, entre elas o Boletim Focus. " A curva correu bem à frente das expectativas, que recuam de forma mais lenta. "
Para o especialista, os contratos futuros voltam a ganhar direção conforme forem apresentados indicadores econômicos tanto internos quanto externos. " O mercado está ligando a situação do Brasil à situação lá de fora. E uma piora maior lá fora será precificada aqui também. "
Na agenda interna, o especialista chama atenção para a produção industrial de dezembro, que deve apontar queda de 10% sobre igual período do ano passado. Esse dado será apresentado amanhã. Nos EUA, o foco está no relatório de mercado de trabalho em janeiro, que sai na sexta-feira.

Voltando-se para a condução da política monetária, Volpon acredita que há espaço para o BC derrubar a Selic para 9,75% até o encerramento de 2009. Segundo o especialista, tal patamar de taxa ainda representa juro real de cerca de 5%, o que é bastante elevado se se levar conta que as grandes economias do mundo rumam para juro real zero.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro apresentou o cronograma de leilões para o mês de fevereiro. Estão previstos vencimentos no montante de R$ 3,2 bilhões. A oferta de títulos com liquidação ao longo do mês está limitada a R$ 30 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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