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DIs iniciam semana em baixa; cresce previsão de corte maior na Selic

SÃO PAULO - Na semana de decisão da Selic, os contratos de juros futuros apontam para baixo, precificando uma decisão arrojada do Comitê de Política Monetária (Copom): um corte de 0,75% na taxa básica da economia brasileira, que vale hoje 13,75% anuais. A última abertura de ciclo de afrouxamento monetário com redução de tal magnitude aconteceu em dezembro de 2000.

Valor Online |

Reagindo a isso, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,04 ponto percentual, para 11,36%, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,10 ponto, a 11,42%. E janeiro 2012 apontava 11,50%, com queda de 0,15 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 13,06%, retração de 0,12 ponto. O vencimento para março de 2009 perdia 0,03%, projetando 12,94%. E Julho de 2009 caía 0,04 ponto, para 12,03% ao ano.

Segundo o diretor de gestão da Meta Asset Management, Alexandre Horstmann, criou-se o consenso de que um corte de 0,75 ponto percentual na Selic virou piso para a atuação do Banco Central. " As mesas de operações estão com essa cabeça. E se o Banco Central quiser manter a coerência, tem que cortar no mínimo 0,75 ponto. "
Horstmann não descarta uma redução de 1 ponto percentual, pois o nível de atividade caiu de forma muito acentuada e a inflação deixou de ser uma grande ameaça.

O especialista lembra que os principais pontos de preocupação do Banco Central até o final do ano passado não existem mais. O descompasso entre oferta e demanda ainda existe, mas porque a demanda desabou. Além disso, o mercado de trabalho, que acenava com pressões de salários, começou a arrefecer de forma acentuada.

No lado da inflação, o diretor avalia que a taxa de câmbio parou de piorar. " E para acontecer repasse de preço tem que ter demanda na economia, coisa que não temos. "
Ainda de acordo com Horstmann, o colegiado do BC pode utilizar essa questão do câmbio para justificar um corte menos acentuado na Selic.

O diretor aponta, também, que a diferença ente 0,75 ponto e 1 ponto percentual de redução é o efeito sobre as expectativas. " Um corte maior tem mais efeito sobre a confiança. Do ponto de vista macroeconômico a diferença entre 0,75 ponto e 1 ponto é pequena. "
Contribuindo para a expectativa de política monetária menos restritiva, o boletim Focus apontou redução nas previsões de inflação e projeção de juros menores no final do ano.

A sondagem do BC com os membros do mercado sugere Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,8% no final de 2009, contra projeção anterior de 5%. Ou seja, as expectativas estão convergindo para o centro da meta, fixado em 4,5%.

Os agentes mantiveram a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2% para o ano, mas voltaram a reduzir o prognostico para a Selic, de 11,75%, para 11,25%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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