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DIs ignoram inflação e voltam a estimar queda forte na taxa de juros

SÃO PAULO - Ao contrário do observado no começo da semana, indicadores de inflação acima do esperado não tiveram influência sobre o mercado de juros futuros. Mesmo com o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) surpreendendo para cima, os prêmios de risco caíram de forma acentuada na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,14 ponto, a 11,03%. Janeiro 2011 recuou 0,16 pontos, para 11,44%, e janeiro 2012 apontava 11,71%, com desvalorização de 0,22 ponto.

Na ponta curta, o DI para março fechou estável a 12,65%. O contrato para abril recuou 0,03 ponto, a 12,23, e julho de 2009 perdeu 0,07 ponto, projetando 11,55%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 881.945 contratos, equivalentes a R$ 80,56 bilhões (US$ 35,16 bilhões), mais que o dobro do observado ontem e a maior movimentação desde 22 de janeiro, dia seguinte à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 382.300 contratos, equivalentes a R$ 34,88 bilhões (US$ 15,23 bilhões).

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice subiu 0,54% em fevereiro, revertendo deflação de 0,85% em janeiro, e superando a previsão de alta de 0,30%.

Ainda na agenda do dia, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apontou que nível de emprego da indústria de transformação recuou 1,86% em janeiro, o que representa a perda de 32,5 mil vagas.

E os agentes também acompanharam as declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que reconheceu a gravidade da crise externa e seus efeitos sobre o país, mas voltou a pedir serenidade na análise dos dados.

Avaliando o IGP-10, o tesoureiro do Banif Banco de Investimento, Rodrigo Boulos, aponta que a leitura do mercado é de piora pontual no indicador. Tal interpretação também vale para outros índices de preços referente aos meses de janeiro e fevereiro, pois o período concentra alguns reajustes sazonais. "A grande questão mesmo é o crescimento. E no mundo todo o quadro é recessivo", avalia o especialista.

Segundo Boulos, a curva futura reflete que a aposta do mercado, independentemente de correções de curto prazo, é de redução na taxa de juros como a única saída viável para reativar a economia de maneira rápida.

"O recuo nos vencimentos curtos, até janeiro de 2010, traz a sensação de que o Banco Central pode continuar cortando os juros de forma mais acentuada, ao contrário de outros ajustes feitos com conta-gotas.", diz Boulos.

Ampliando a análise para o ambiente mundial, o especialista acredita que o diagnóstico dos problemas que afetam as economias e o modo de atacar esses problemas estão corretos.

De acordo com o tesoureiro do Banif, a ação dos governos está apoiada em um tripé. A reativação das economias via corte de impostos e investimentos. A limpeza os balanços das instituições financeiras e a posterior capitalização dos bancos.

Segundo Boulos, o primeiro ponto já está firmado, a questão que permanece e ainda garante instabilidade é como sanear o setor financeiro.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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