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SÃO PAULO - A uma semana do início da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado de juros futuros encerrou os negócios desta terça-feira estável, à espera da divulgação de novos dados que poderão dar maior indicação sobre os próximos passos a serem adotados pela instituição. A atenção dos agentes se volta à publicação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do quarto trimestre de 2009 e das vendas no varejo de janeiro, que acontecerá na quinta-feira. Ao fim da jornada na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, subia 0,02 ponto percentual, a 10,41%, enquanto o DI do primeiro mês de 2012 operava estável, a 11,52%, mesma trajetória do contrato de janeiro de 2013, que mantinha taxa de 11,89%. O DI de janeiro de 2014, por sua vez, avançava 0,01 ponto, a 12,06%.

Entre os vencimentos curtos, julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, mantinha taxa de 9,25%, assim como o DI de abril, a 8,754%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1,188 milhão contratos, equivalentes a R$ 108,011 bilhões (US$ 60,592 bilhões), volume 112,5% superior ao de ontem. O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 349.410 contratos, equivalentes a R$ 32,213 bilhões (US$ 18,071 bilhões).

Nesta manhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo se desacelerou para 0,61% na primeira leitura de março, após registrar alta de 0,74% no fechamento de fevereiro.

O indicador, entretanto, não teve peso relevante para o desempenho dos DIs que, na avaliação do diretor da Brascan Gestão de Ativos, Luiz Fernando Romano, seguem se ajustando depois da divulgação da produção industrial e do IPCA, na semana passada.

"Os dados divulgados geraram uma posição mais tranquila para os ajustes. Os fatores determinantes para o movimento dos juros e da atuação do Banco Central serão o PIB e as vendas do varejo", apontou Romano, que ressaltou que a Brascan segue dividida em relação à expectativa de quando acontecerá o aperto monetário.

A instituição projeta alta de 1,80% a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do terceiro para o quarto trimestre de 2009, e crescimento de 0,5% das vendas varejistas de dezembro do ano passado para janeiro de 2010.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro teve venda de 583.350 títulos dos 600 mil ofertados no leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), a R$ 1,085 bilhão. A instituição ainda realizou resgate antecipado dos mesmos papéis.

Na agenda de quarta-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga a primeira prévia do mês do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

(Beatriz Cutait | Valor)

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