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DIs fecham sem tendência definida em dia de poucos negócios

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros encerraram a segunda-feira sem tendência definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Depois de operar em baixa durante grande parte do pregão, os vencimentos longos passaram a acumular prêmio de risco.

Valor Online |

Parte da volatilidade pode ser atribuída ao baixo volume de operações, reflexo do feriado nos Estados Unidos. O número de contratos negociados hoje foi o menor desde 12 de janeiro.

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,01 ponto, a 11,02%. Janeiro 2011 avançou 0,03 ponto, para 11,47%, depois de cair a 11,35% na mínima. E janeiro 2012 apontava 11,77%, valorização de 0,11 ponto.

Na ponta curta, o DI para março perdeu 0,02 ponto, precificando 12,63%. O contrato encerrou estável, a 12,23%, e julho de 2009 perdeu 0,04 ponto, projetando 11,51%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 242.805 contratos, equivalentes a R$ 21,47 bilhões (US$ 9,46 bilhões), montante 70% menor que o observado na sexta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 147.850 contratos, equivalentes a R$ 13,50 bilhões (US$ 5,95 bilhões).

Segundo o diretor de gestão da Meta Asset Management, Henrique le La Rocque, a movimentação das curvas hoje foi pouco expressiva, com os dados do Boletim Focus estimulando a redução nos prêmios de risco embutidos em alguns vencimentos.

Dentro da pesquisa do Banco Central com o agentes de mercado, o especialista destaca a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que cedeu de 4,73%, para 4,69%, e o prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB). Pela terceira semana seguida, a expectativa de expansão da economia brasileira foi revista para baixo e agora está em 1,5%, contra 1,7%. Os agentes consultados também estimam Selic mais baixa, de 10,5% no fechamento do ano, contra 10,75% previstos anteriormente.

Segundo de La Rocque, desde o final da semana passada corre pelas mesas que o Banco Central estaria mais preocupado com o desempenho da economia em 2009, depois que um número maior de bancos e consultorias passou a estimar variação negativa para o PIB.

Essa história também elevou as apostas de que o corte na Selic na reunião de março já poderia ser superior a 1 ponto percentual. O diretor também acredita em um Comitê de Política Monetária (Copom) mais agressivo, com os membros que votaram pelo corte de 1 ponto na reunião de janeiro, votando por uma redução ainda maior.

Os agentes também mostram certa cautela frente à agenda de indicadores de amanhã, quando serão conhecidos a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) e o desempenho do comércio em dezembro.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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