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DIs fecham em baixa reafirmando previsão de juros menores em 2009

SÃO PAULO - Em linha com o bom humor registrado nas bolsas de valores e a queda acentuada no preço da moeda norte-americana os juros futuros fecharam o último pregão de 2008 apontado para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Ao final da jornada, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,13 ponto percentual, para 12,17%.

Valor Online |

Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,16 ponto, a 12,19%. E janeiro 2012 apontava 12,27%, desvalorização de 0,24 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 fechou em direção oposta, registrando alta de 0,03 ponto, para 13,51%. Enquanto o DI para julho de 2009 perdeu 0,05 ponto, projetando 12,67% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 275.980 contratos, equivalentes a R$ 24,32 bilhões (US$ 10,15 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 107.345 contratos, equivalente a R$ 9,57 bilhões (US$ 3,99 bilhões).

Cabe lembrar que o recuo nos vencimentos foi fenômeno relativamente recente, pois até setembro, o Banco Central vinha apertando a política monetária, tirando a taxa Selic de 11,25% em janeiro para os atuais 13,75%.

A reversão de cenário veio com o agravamento da crise externa, que em um primeiro momento pressionou o dólar para cima e deu mais prêmio de risco à curva. No entanto, a inclinação foi mudando conforme dados de acentuada desaceleração da economia interna passaram a fazer parte do noticiário, como menor produção industrial e baixa confiança de consumidores e empresários.

A idéia de mudança no viés de política monetária foi confirmada posteriormente com indicadores de inflação pouco pressionado e até deflação em preços no atacado mesmo com a disparada de valor do dólar.

Cauteloso, o colegiado do Banco Central decidiu manter o custo do dinheiro em 13,75% ao na reunião de 10 de dezembro, mas comunicou ao mercado sua intenção de afrouxar a política monetária, ao explicar, no comunicado e depois na ata da reunião, que a possibilidade de redução de juros já tinha sido discutida.

Entre os analistas de mercado, é consenso que o BC cortará a taxa de juros no encontro de 21 de janeiro de 2009. Não há, no entanto, aposta única sobre qual a magnitude do corte.

Para alguns gestores de renda fixa, o BC já deu a pista ao falar, na ata, que discutiu redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para outra corrente de mercado, a autoridade monetária deve começar com redução de 0,5 ponto, pois os efeitos da crise externa na economia real já comprometeram bastante o crescimento de 2009.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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