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DIs fecham em baixa diante de vendas menores no varejo

SÃO PAULO - Apoiados em indicações de menor atividade e inflação conforme o esperado, os contratos de juros futuros encerraram a terça-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010 fechou com baixa de 0,03 ponto, a 10,98%.

Valor Online |

Janeiro 2011 recuou 0,01 ponto, para 11,47%, depois de cair a 11,40% na mínima. E janeiro 2012 apontava 11,78%, sem alteração.

Na ponta curta, o DI para março ganhou 0,01 ponto, precificando 12,64%. O contrato para abril, o mais líquido, devolveu 0,04 ponto, a 12,19%. E julho de 2009 perdeu 0,03 ponto, projetando 11,47%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 595.080 contratos, equivalentes a R$ 55,06 bilhões (US$ 24,24 bilhões). O vencimento de abril de 2009 foi o mais negociado, com 197.560 contratos, equivalentes a R$ 19,50 bilhões (US$ 8,58 bilhões).

Pela manhã, os investidores receberam o desempenho do varejo em dezembro do ano passado. As vendas caíram 0,3% no último mês de 2008, marcando o terceiro mês seguido de contração. Quando comparado a igual mês de 2007, o comércio cresceu 3,9%, desacelerando de uma média de 10% de crescimento. Já em todo o ano de 2008, as vendas subiram 9,1%.

Segundo a Rosenberg & Associados, esse dados do comércio varejista corroboraram o cenário bem menos amigável para a atividade neste ano. "Este comportamento já era esperado e vem confirmar o cenário de espalhamento gradual (porém mais rápido que em crises anteriores) do esfriamento da atividade econômica entre os diversos segmentos."
Ainda de acordo com a consultoria, os bens mais relacionados ao salário dos consumidores devem continuar firmes nos próximos meses, mas não estão imunes à crise, visto que em breve a massa salarial também começará a ser pressionada.

No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais e construção, as vendas subiram em dezembro, puxadas pela comercialização de carros. Mas, segundo o Banco Fator, essa melhora já era esperada tanto pelo ajuste de estoques, quanto pela enorme magnitude da queda verificada em outubro e novembro.

Para o banco, uma rodada de recuperação nas vendas vai ficando cada vez mais difícil na medida em que o mercado de trabalho e o crédito não apresentam recomposição.

Pelo lado da inflação, os agentes não tiveram surpresa negativa, o que também ajudou no ajuste de baixa observado em alguns vencimentos. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apontou alta de 0,45% na segunda prévia do mês, revertendo deflação de 0,58% no mês anterior, mas ficando em linha com o estimado pelos economistas.

Os dados reforçam o pano de fundo do mercado de juros futuros, que é de redução na taxa Selic, e dão força, também, às expectativa de que o Banco Central pode ser mais agressivo na reunião de março. Antes restritas à redução de 0,75 ponto a 1 ponto percentual, as apostas crescem em torno de corte de 1,5 ponto percentual na taxa básica de juros.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou leilão para a venda de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). Dos 500 mil contratos ofertados, 427,2 mil foram vendidos, movimentando R$ 741 milhões. Amanhã acontece a segunda etapa via transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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