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DIs fecham em alta refletindo inflação acima do esperado

SÃO PAULO - A surpresa negativa com a prévia da inflação oficial em janeiro promoveu um ajuste de alta nos contratos de juros futuros. Mas tal indicador não tem força suficiente para reverter as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) seguirá cortando a taxa de Selic de forma acentuada.

Valor Online |

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com alta de 0,14 ponto, a 11,26%. O contrato para janeiro 2011 subiu 0,22 ponto, para 11,37%, e janeiro 2012 apontava 11,51%, valorização de 0,24 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,63%, leve baixa de 0,01 ponto. O vencimento para março fechou estável, a 12,62%, e Julho de 2009 ganhou 0,05 ponto, para 11,75% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 614.375 contratos, equivalentes a R$ 54,43 bilhões (US$ 23,36 bilhões), pouco mais da metade do registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 300.875 contratos, equivalentes a R$ 27,25 bilhões (US$ 11,69 bilhões).

O Índice de Preço ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,40% em janeiro, superando o teto das expectativas e os 0,29% da leitura anterior. Os preços administrados e os alimentos puxaram a alta.

De acordo com o Banco Fator, o resultado do IPCA-15 não muda a estimativa de queda de juros nas próximas reuniões do Copom. O banco trabalha com duas quedas de 0,75 ponto e outras duas de 0,5 ponto percentual.

Segundo o banco, ao separar o IPCA-15 em preços livres e administrados e preços comercializáveis e não comercializáveis fica claro que o temido repasse cambial não está acontecendo, provavelmente devido à fraca atividade e ao menor preço das commodities.

Os economistas do Barclays Capital compartilham de tal percepção, lembrando que os bens comercializáveis (excluindo os alimentos) caíram na comparação com dezembro e em 12 meses.

Ainda de acordo com o Barclays, a inflação deve surpreender para cima também em fevereiro, com a entrada dos reajustes do item educação. "No entanto, os índices de preço devem continuar mostrando uma situação benigna apoiados do desaquecimento econômico."
(Eduardo Campos | Valor Online)

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