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DIs fecham em alta apesar de ata do Copom acenar novas quedas na Selic

SÃO PAULO - Devolvendo as perdas do começo do pregão, os contratos de juros futuros longos voltam a apontar para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Para o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, tal comportamento tem pouca relação com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que voltou a acenar com novas reduções na Selic.

Valor Online |

A inclinação nas curvas estaria mais relacionada a uma realização de lucros, com alguns agentes, como fundos de investimento, zerando posições antes do encerramento do mês.

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com alta de 0,04 ponto, a 11,27%. O contrato para janeiro 2011 subiu 0,13 ponto, 11,55%. E janeiro 2012 apontava 11,91%, desvalorização de 0,26 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,65%, alta de 0,01 pontos. O vencimento para março aumentou 0,05 ponto, para 12,68%. E julho de 2009 acumulou 0,03 ponto, projetando 11,78%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 640.310 contratos, equivalentes a R$ 57,04 bilhões (US$ 28,82 bilhões), montante 84% maior do que o registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 306.705 contratos, equivalente a R$ 27,82 bilhões (US$ 12,11 bilhões).

Na avaliação de Petrassi, a ata veio dentro do esperado, apresentando um tom positivo, com um colegiado ciente do ambiente de menor atividade e do efeito deflacionário da crise externa.

Para o gestor, o viés da curva é de baixa, e o documento apresentado hoje sinaliza que o Banco Central vai concentrar suas atuações na primeira metade do ano. Agora, se o corte na reunião de março será de 0,75 ponto ou 1 ponto depende dos próximos indicadores de inflação e atividade.

Deixando a ata de lado, Petrassi aponta que os agentes começam a compartilhar de preocupação com a situação fiscal do Brasil no decorrer de 2009.

Relatório de banco estrangeiro já aponta que o governo não conseguirá atingir a meta de superávit primário de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nesse ano. A conta é simples, arrecadação em baixa em função da retração econômica e gastos ainda ascendentes. Tal cenário, se confirmado, inibe um otimismo maior quanto ao futuro das taxas de juros, principalmente em horizontes mais longos.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional vendeu todo o lote de 750 mil Letras Financeiras do Tesouro (LFT) que colocou à disposição, movimentando R$ 2,82 bilhões. Também foram vendidas 3,421 milhões Letras do Tesouro Nacional (LTN), com giro financeiro de R$ 3,10 bilhões, e 223 mil Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) a R$ 197 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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