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DIs fecham com alta em dia de realização de lucros

SÃO PAULO - Depois de mais uma rodada de baixa na sessão de ontem, os contratos de juros futuros fecharam a sexta-feira apontado para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Segundo o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, as notícias boas vieram e agora o mercado aproveita para embolsar os ganhos recentes.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava alta de 0,11 ponto percentual, para 12,41%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com ganho de 0,15 ponto, a 12,75%. E janeiro 2012 apontava 13,04%, valorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 não apresentou alteração, projetando 13,51%. E o DI para julho de 2009 subiu 0,02 ponto, precificando 12,87% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 378.415 contratos, equivalentes a R$ 33,51 bilhões (US$ 14,21 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 224.725 contratos, equivalentes a R$ 19,94 bilhões (US$ 8,46 bilhões).

Ainda de acordo com o especialista, o mercado também reflete o calendário, ou seja, parte dos investidores aproveita para zerar suas posições hoje, já que na semana que vem, em função do Natal, a liquidez deve ser restrita.

Na avaliação de Petrassi, a taxa de juros deve cair em janeiro, mas o especialista mantém uma postura mais cautelosa com relação aos três cortes de 0,50 ponto que curva futura embute. "Pelo histórico conservador e pela ata, acredito em corte de 0,25 ponto percentual."
Para o gestor, outro ponto que dificulta o trabalho do BC e impede uma ação mais agressiva da autoridade monetária é a falta de ajuda do governo, que segue com política fiscal expansionista. "O governo não faz o seu trabalho. Aumenta gasto com expectativa de arrecadação menor. Isso também inibe queda mais forte de juros."
A boa notícia do dia, segundo Petrassi, veio com a divulgação do o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que subiu 0,29% em dezembro, ficando abaixo das estimativas, que apontavam inflação entre 0,43% e 0,5%. Além do número cheio, núcleos de preço e o índice de dispersão também recuaram.

Pelo lado da atividade, os investidores assimilaram o relatório de emprego, também do IBGE. Segundo o instituto, o nível de desemprego nacional subiu de 7,5% em outubro para 7,6% em novembro.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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