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DIs estão instáveis após IGP-10 e piora de humor externo

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros operam sem direção definida nesta sexta-feira, conforme os agentes acompanham a piora de humor externo e assimilam uma leitura dos preços no atacado. Por volta das 12 horas, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2010 subia 0,01 ponto, a 9,39%. Julho de 2010 declinava 0,01 ponto, a 9,74%.

Valor Online |

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros operam sem direção definida nesta sexta-feira, conforme os agentes acompanham a piora de humor externo e assimilam uma leitura dos preços no atacado. Por volta das 12 horas, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2010 subia 0,01 ponto, a 9,39%. Julho de 2010 declinava 0,01 ponto, a 9,74%. E janeiro de 2011 tinha baixa de 0,02 ponto, a 11,11%. Entre os longos, o movimento é de alta, mais atrelado à aversão a risco do ambiente externo. O DI para janeiro de 2012 avançava 0,04 ponto, a 12,36%. Janeiro 2013 subia 0,03 ponto, projetando 12,65%. E janeiro 2014 também subia 0,03 ponto, a 12,65%. Agora pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), que teve acréscimo de 1,11% em maio, após marcar 0,63% em abril. O economista-chefe da Máxima Asset, Elson Teles, notou que o aumento da inflação no atacado assusta, mas nem tanto, já que essa piora estava contratada em função do reajuste do minério de ferro. O especialista explicou que, parte do aumento foi captada pelo índice, e apenas essa matéria-prima respondeu por 0,35 ponto percentual do índice. "Uma parte do aumento já veio. Então, os IGPs seguirão pressionados." Olhando mais adiante, Teles mantém a previsão de IGP entre 8% e 9% no encerramento do ano. Confirmada tal variação, não há como descartar impacto nos preços administrados de 2011, pois esses índices reajustam uma série de contratos. Ainda de acordo com Teles, a crise externa segue uma incógnita, pois seus desdobramentos podem bater diretamente no preço das commodities e mesmo na atividade. Em função dessa incerteza, da esperada redução no ritmo de crescimento da atividade local agora no segundo trimestre e da maior vontade da Fazenda em colaborar como Banco Central (BC) no combate a inflação, Teles acredita que deve ser mantido o ritmo de alta de 0,75 ponto percentual na Selic. (Eduardo Campos | Valor)

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