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DIs consolidam ideia de nova alta de 0,75 ponto na Selic

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros de vencimento mais próximos acumulam prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, a curva consolida a ideia de que o Banco Central (BC) fará nova elevação de juros de 0,75 ponto percentual na reunião de julho.

Valor Online |

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros de vencimento mais próximos acumulam prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, a curva consolida a ideia de que o Banco Central (BC) fará nova elevação de juros de 0,75 ponto percentual na reunião de julho. Tal percepção foi reafirmada, hoje, com a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). Por volta das 11h40, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2010 marcava estabilidade, a 10,13%. Agosto de 2010 não era negociado. E janeiro de 2011, referência de mercado, avançava 0,05 ponto, a 11,26%. Entre os longos, o movimento é de baixa. Segundo o especialista, isso acontece, pois ao ser mais incisivo no curto prazo, o BC reduz a incerteza no horizonte mais longo de tempo. Fora isso, há a crise externa que ainda apresenta risco às dinâmicas de inflação e atividade. O DI para janeiro de 2012 devolvia 0,03 ponto, a 12,16%. Janeiro 2013 recuava 0,11 ponto, projetando 12,25%. E janeiro 2014 diminuía 0,06 ponto, apontando, também, a 12,25%. Voltando à ata, Serrano comenta que o BC foi claro ao apontar que o fundamental na condução da política monetária é o comportamento da economia doméstica. "Para o Copom, os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno se circunscrevem essencialmente ao âmbito interno", diz o colegiado no parágrafo 22. A crise externa ganhou suas linhas no documento, mas é visto como algo "ambíguo". O parágrafo 18, o primeiro do capítulo sobre a Implementação da Política Monetária, tem a seguinte observação: "O Copom avalia que esse cenário pode se deteriorar, a depender da dinâmica que tomar o quadro de desconfiança dos participantes de mercado em relação à solvência de algumas economias europeias, mas, por outro lado, reconhece não ser esse o cenário central com que trabalha". Ainda de acordo com Serrano, a ênfase do documento está na demanda doméstica, inflação como resultado de crescimento, falta de ociosidade de fatores em alguns segmentos, crédito e aumentos reais de salários. "Esse é um cenário que aponta para inflação de demanda", diz Serrano. Por conta disso, observa o economista, não tinha outra saída a não ser subir a taxa em 0,75 ponto na semana passada, levando a Selic a 10,25%. "E, pelo nosso cenário, seguimos com mais uma alta de 0,75 ponto percentual." Olhando mais adiante, Serrano trabalha com uma redução do ritmo para 0,50 ponto no encontro de setembro. Com isso, o ciclo total seria de 275 pontos. Agora, se o BC seguirá elevando a taxa depois disso é um ponto em aberto, que dependerá da evolução da atividade, dos preços, das expectativas de inflação e, também, do cenário externo. Na gestão da dívida pública, o Tesouro vende Letras Financeiras do Tesouro (LFT), Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). Também acontece resgate antecipado de NTN-F. (Eduardo Campos | Valor)

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