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DIs caem forte em meio a novas indicações de menor atividade econômica

SÃO PAULO - Novos indicadores confirmando desaquecimento da atividade estimularam mais um pregão de queda para os contratos de juros futuros, que estimam uma redução de ao menos 0,5 ponto percentual na taxa Selic. Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, apontava baixa de 0,09 ponto, a 11,47%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,14 ponto, também a 11,47%.

Valor Online |

E janeiro 2012 apontava 11,56%, perda de 0,11 ponto.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 perdeu 0,05 ponto percentual, para 13,06%, enquanto o DI para julho de 2009 recuou 0,04 ponto, projetando 12,23% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 455.480 contratos, equivalentes a R$ 40,75 bilhões (US$ 17,74 bilhões), quase duas vezes mais do que o movimentado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 168.750 contratos, equivalente a R$ 15,19 bilhões (US$ 6,61 bilhões).

Contribuindo para a consolidação de um cenário de menor crescimento econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou retração de 0,6% no emprego industrial em novembro contra outubro. E o Sinalizador da Produção Industrial, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontou para uma queda 13,5% na produção física industrial no Estado de São Paulo em dezembro de 2008.

Para o superintendente de tesouraria do Banco Banif, Rodrigo Trotta, em função dos recentes números de inflação e dos sinais de retração da economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) teria espaço para promover um ajuste mais acentuado na taxa básica de juros. Mas a prudência e conservadorismo devem prevalecer, limitando o movimento a uma retração de 0,5 ponto percentual.

Segundo Trotta, esse conservadorismo do BC tem duas fontes principais. A primeira delas é o próprio histórico de atuação da equipe. E a outra é que ainda deve existir algum receio entre os membros do colegiado quanto à possibilidade de repasse da desvalorização cambial para os preços no varejo.

Ainda de acordo com a avaliação do superintendente, o Banco Central deve promover o ciclo de corte de juros de forma "homeopática e constante", com cortes de 0,5 ponto percentual até levar o custo do dinheiro para 11% a 11,5% ao ano.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou leilão tradicional de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A primeira etapa acontece hoje por meio de liquidação financeira e manhã acontece a segunda parte que envolve troca de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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