Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

DIs apontam para cima em dia de poucos negócios

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um pregão instável nesta quinta-feira. E a falta de direção pode ser creditada à ausência de indicadores na agenda interna e ao baixo volume negociado hoje, que ficou entre os três menores do ano.

Valor Online |

Ao final do pregão, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com alta de 0,03 ponto, a 11,01%. Janeiro 2011 também avançou 0,03 ponto, para 11,49%. E janeiro 2012 apontava 11,80%, ganho de 0,04 ponto.

Na ponta curta, o DI para março encerrou estável a 12,64%. O contrato para abril devolveu 0,01 ponto, a 12,17%. E julho de 2009 ganhou 0,02 ponto, projetando 11,48%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 250.025 contratos, equivalentes a R$ 21,64 bilhões (US$ 9,35 bilhões), menos da metade do observado ontem e um dos menores volumes do ano. O vencimento para janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 115.130 contratos, equivalente a R$ 10,52 bilhões (US$ 4,55 bilhões).

Segundo o gestor de renda fixa que prefere não se identificar, desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em 21 de janeiro, o mercado de juros futuros " parou " , ou seja, não teve evento com força suficiente para dar nova direção à curva, que já precifica os próximos passos da autoridade monetária.

Na avaliação do gestor, os dados econômicos divulgados desde então não trouxeram surpresas, apenas confirmaram que o país passou por uma forte desaceleração no último trimestre de 2008 e que provavelmente já está em recessão técnica.

" De qualquer forma, não acreditamos em aprofundamento da crise, mas infelizmente não escapamos dela, e estamos sofrendo com desemprego e menor investimento " , resume.

De acordo com o gestor, o consenso envolvendo a decisão do Copom em março gira em torno de nova redução de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, mas o ideal seria um corte mais agressivo, em torno de 1,5 ponto a 2 pontos. " Dessa forma o BC daria um choque na confiança dos empresários e do consumidor, ajudando a dar impulso à atividade econômica. "
Na gestão do endividamento público, o Tesouro realizou hoje a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTB-B), que acontece via transferência de títulos e também efetuou troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG