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DIs apontam para baixo, refletindo menor expectativa de inflação

SÃO PAULO - Depois da realização de lucros da sexta-feira, os contratos de juros futuros retomam a trajetória de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Contribuindo para as perdas, o boletim Focus do Banco Central apontou nova redução nas projeções de inflação e taxa de juros para 2009.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 tinha baixa de 0,09 ponto percentual, para 11,24%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,10 ponto, a 11,30%. E janeiro 2012 apontava 11,46%, perda de 0,12 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,64%, leve alta de 0,01 ponto. O vencimento para março de 2009 operava estável a 12,62%. E Julho de 2009 perdia 0,03 ponto, para 11,74% ao ano.

Segundo a economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli, os dados do Focus ajudam na queda nos prêmios de risco. Além disso, a reação dos agentes ao Índice de Preço ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) na sexta-feira foi um pouco exagerada. Pela avaliação da economista, a alta de 0,40% em janeiro foi um resultado ruim, mas não muda a tendência para o mercado de juros.

De acordo com a sondagem do BC, a mediana das expectativas aponta Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,64% no fechamento do ano, contra 4,8% da semana anterior. Com mais um redução desse tamanho, a inflação projetada vai para baixo do centro da meta, de 4,5%.

Para a especialista, a inflação deixou de ser problema, não só no Brasil, mas no mundo. A desaceleração das economias inviabiliza o repasse de preços. Além disso, as commodities seguem em baixa.

Depois do corte de 1 ponto percentual na Selic, feito semana passada pelo Banco Central, os agentes refizeram a projeção para a taxa de juros no final do ano, de 11,25%, para 11%. Atualmente a taxa está em 12,75%.

Maristella têm previsão ainda menor, de Selic a 10,5% no fechamento de 2009. Para a economista, os dados de atividade devem continuar surpreendendo para baixo, e caso isso se confirme, o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá cortar a taxa básica em 1 ponto percentual também na reunião de março.

O Focus ainda projeta crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), mas os agentes revisaram o prognóstico de crescimento da produção industrial de 2,15%, para 2%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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