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Dirigentes ibero-americanos querem ser ouvidos na solução da crise mundial

A ameaça de a crise mundial arruinar as bases da economia real dos países ibero-americanos levou os dirigentes que participam de sua XVIII Reunião de Cúpula em El Salvador a exigir medidas e se fazer ouvir na criação de uma nova estrutura financeira internacional.

AFP |

A principal preocupação, segundo um comunicado especial aprovado na noite de quinta-feira, são os "potenciais efeitos sobre o setor real da economia e sobre a estabilidade política e social da região".

A declaração prevê a realização de consultas "para se avaliar a oportunidade de uma reunião de emergência entre os chefes de Estado e de Governo, nas Nações Unidas, diante da gravidade da crise financeira" mundial.

Os líderes destacam que "não se deve subestimar os potenciais efeitos da crise sobre a economia real, e nem sobre a estabilidade política e social da região".

O grupo também "reafirma seu compromisso de adotar as medidas necessárias para proteger empregos e investimentos, garantir a disponibilidade de financiamento para as atividades produtivas e impulsionar políticas sociais que beneficiem, em particular, os setores mais vulneráveis".

Também recordaram a "responsabilidade" do sistema financeiro dos países desenvolvidos na atual crise e concordaram na importância de que a comunidade ibero-americana "participe ativamente na determinação da resposta internacional" ao problema que afeta todo o planeta.

Os ibero-americanos estão "determinados a participar e a contribuir ativamente em um processo de transformação profunda e ampla da arquitetura financeira internacional" que contemple instrumentos de prevenção e resposta imediata a futuras crises e garanta uma regulação eficaz dos mercados internacionais.

Os líderes regionais destacaram ainda a importância da "participação universal, democrática e equitativa" no debate e na solução da atual crise financeira internacional.

Em seu discurso durante a Cúpula, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu um acordo global para se enfrentar uma crise que "adquiriu um caráter sistêmico e estrutural e que não poderá ser contida sem um esforço de coordenação internacional".

"Este esforço de coordenação será ineficaz e injusto se não levar em conta os países em desenvolvimento", destacou o presidente, que pediu uma "refundação dos mecanismos de governança mundial, com mais participação dos países em desenvolvimento".

Apesar de a cúpula terminar nesta sexta-feira, os participantes já aprovaram na véspera uma série de documentos nos quais se comprometem a melhorar a situação de 110 milhões de jovens ibero-americanos, vítimas, em sua maioria, dos desemprego, da violência e da marginalização.

bur-af/lr/cn

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