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Diretor-geral da OMC confirma que negociações da Rodada de Doha fracassaram

Genebra - O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, confirmou hoje diante dos 153 países-membros desta instituição que as negociações da Rodada do Desenvolvimento de Doha fracassaram.

Redação com agências |

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  • José Paulo Kupfer: As rodas da Rodada
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    As principais potências comerciais (Brasil, Austrália, China, Estados Unidos, Índia, Japão e a União Européia) não chegaram a um acordo, após nove dias de intensas, mas infrutíferas negociações, sobre como e quanto abrir seus mercados agrícolas e industriais, e em quanto os países ricos deviam reduzir seus subsídios.

    "Nós estivemos tão perto de concluir", afirmou Susan Schwab a jornalistas, depois que os países não conseguiram chegar a um acordo sobre a extensão das medidas para proteger a agricultura nos países mais pobres. "Os Estados Unidos continuam comprometidos com a Rodada Doha. Não é o momento de falar sobre o colapso da rodada", acrescentou Schwab, que aparentava frustração. "Os compromissos dos Estados Unidos continuam na mesa, esperando respostas recíprocas."

    O colapso aconteceu depois de Estados Unidos e Índia não terem concordado com medidas que têm o objetivo de ajudar países pobres a protegerem seus produtores agrícolas contra aumentos de importação, disse um diplomata. Tanto a China quanto a Índia são vistos como as novas potências econômicas no cenário internacional.

    "Tínhamos um acordo na sexta-feira. Não era perfeito, mas tinha um equilíbrio relativo, respaldado pela maioria dos participantes. Lamentavelmente, alguns poucos mercados emergentes decidiram que queriam reequilibrá-lo a favor de outros assuntos", atacou Schwab.

    "Estávamos tão perto de poder realizar isso (a Rodada Doha) e, no entanto, com toda a complexidade, com...", dizia quando parou de falar. E continuou: "É muito triste que o projeto de sexta-feira (de Lamy) que negociamos não vá se tornar realidade", finalizou Schwab.

    O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, já havia dado o alerta, por volta de 1h da manhã desta terça-feira, de que "a Rodada Doha estava por um fio" por causa da batalha travada principalmente entre a Índia e a China, de um lado, e os Estados Unidos, de outro.

    Para analistas ouvidos pela Reuters, o colapso nas negociações pode atrasar qualquer acordo global sobre liberação do comércio por vários anos.

    As negociações para um acordo comercial global começaram em 2001, logo após os ataques de 11 de setembro, na expectativa de impulsionar a economia mundial e ajudar os países mais pobres. O risco de mais anos de atraso ocorre agora por conta da eleição presidencial nos Estados Unidos em novembro e outros fatores.

    O diretor-geral da OMC Pascal Lamy havia decidido no fim de junho convocar os países membros da organização a partir de 21 de julho para tentar chegar a um acordo. Na ocasião, ele avaliou as chances de um acordo em mais de 50%.

    A Rodada de Doha já havia fracassado em setembro de 2003 durante a conferência de Cáncun, no México, que se transformou num enfrentamento Norte-Sul em torno da questão agrícola.

    (*com informações da Reuters, AFP e Efe)

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