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Diretor paraguaio de Itaipu anuncia acordo com Brasil

O diretor designado em Assunção da Hidrelétrica de Itaipu Binacional, Carlos Mateo Balmelli, anunciou ontem ter assinado com o futuro chefe do Brasil na usina, Jorge Samek, um acordo sobre as reivindicações em relação à revisão do Tratado de Itaipu. Estamos avançando, demos já passos importantes para o Paraguai, afirmou Balmelli após referendar o documento no escritório de Itaipu na capital paraguaia, segundo comunicado da assessoria de comunicação da hidrelétrica.

Agência Estado |

O conteúdo do acordo, segundo Balmelli, será divulgado hoje em Assunção, durante cerimônia em que assumirá oficialmente o cargo. Ele afirmou que o pacto visa a "encaminhar as tão complicadas reivindicações para o país, com o objetivo de receber maiores lucros e de que a energia produzida por Itaipu possa chegar a todos os paraguaios".

O novo governo do Paraguai, presidido desde sexta-feira pelo ex-bispo Fernando Lugo, reivindica que o Brasil pague mais pelo excedente energético produzido pela parte paraguaia da usina, que os dois países compartilham no Rio Paraná.

A revisão do acordo foi uma das principais promessas de campanha de Lugo. Ele reclama um preço melhor pela energia que o Paraguai vende a seu principal sócio comercial. Ele acusa o Brasil de exploração ao pagar menos de US$ 3 por megawatt de energia produzida por Itaipu. O preço se refere à energia não usada pelos paraguaios, que é revendida para o Brasil.

O preço pago pelo Brasil, na realidade, é de US$ 45. No entanto, Brasília desconta desse valor o pagamento da enorme dívida contraída para a construção da usina, que ainda não foi totalmente paga. Inicialmente, o Brasil não estava disposto a pagar mais pela energia e nem em liberar o Paraguai para vender o excedente a outros países.

O Paraguai utiliza 5% da eletricidade produzida por Itaipu para cobrir 90% de sua demanda de energia e o restante cede ao Brasil que, em 2007, pagou US$ 307 milhões em royalties.

Defensores da mudança argumentam que se o Paraguai pudesse vender a terceiros o excedente de energia receberia entre cinco ou seis vezes mais.

O governo paraguaio também reclama revisões no tratado que deu origem à construção da represa, em 1973. O Brasil considerava que qualquer modificação só seria possível após o vencimento do contrato, em 2023. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve na posse de Lugo, disse na sexta-feira que o assunto só seria discutido na visita que o novo presidente fará ao Brasil, em data ainda não definida.

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