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Diretor do FMI diz que errou por ter caso com subordinada

Washington, 20 out (EFE) - O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, reconheceu hoje ter cometido um erro de julgamento ao manter uma relação íntima com uma subordinada, mas insistiu em que não houve abuso de poder.

EFE |

Strauss-Kahn compareceu para dar explicações perante o Conselho Executivo do Fundo, o órgão que representa os 185 países-membros e que toma as decisões cotidianas.

"Pedi perdão e disse que lamento muito este incidente", afirmou posteriormente Strauss-Kahn em um e-mail enviado aos funcionários do organismo no qual resumiu sua declaração perante o Conselho.

"Embora este incidente tenha sido um erro de julgamento da minha parte, pelo qual assumo total responsabilidade, acredito firmemente que não abusei de minha posição", destacou o diretor-gerente.

O Conselho abriu uma investigação para determinar se Strauss-Kahn teria dado tratamento diferenciado à amante, a húngara Piroska Nagy, uma alta funcionária do departamento da África do FMI que abandonou a instituição em agosto ao aderir a um programa de demissões voluntárias.

O processo foi iniciado pelo egípcio Shakour Shaalan, que representa o Egito e outras nações do Oriente Médio, em sua qualidade de decano do Conselho, do qual foi membro desde 1992.

Em comunicado, ele explicou que abriu a investigação depois que "uma terceira pessoa", a qual não identificou, alegou "um possível comportamento não apropriado" por parte de Strauss-Kahn.

Na reunião de hoje, tanto o chefe do FMI como os membros do Conselho "concordaram em que o melhor para o Fundo e seus 185 países-membros é que a investigação seja completa, independente e que termine rapidamente", disse Shaalan.

O Conselho Executivo do FMI encarregou um escritório de advogados de investigar o assunto e esse deve apresentar seu relatório a esse órgão no final do mês, após o qual haverá uma declaração pública a respeito, segundo o decano do Conselho.

Em sua mensagem, o ex-ministro francês pediu perdão a Nagy por seu "erro ao iniciar a relação" e também à sua esposa, a conhecida jornalista francesa Anne Sinclair.

Nagy é casada, mas seu marido, Mario Blejer, ex-presidente do Banco Central argentino, revelou que os dois estão há mais de quatro anos separados.

Sinclair, por sua vez, afirmou no domingo em seu blog que perdoou o marido e qualificou sua relação com Nagy de "uma aventura de uma noite". EFE cma/db

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