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Diretor do BM afirma que crise afetará todos os latino-americanos

Washington, 25 out (EFE) - A crise financeira afetará todos os países latino-americanos, apesar de estarem mais bem preparados do que no passado para enfrentá-la, afirmou à Agência Efe Juan José Daboub, diretor-gerente do Banco Mundial (BM) para América Latina, Caribe, Leste Asiático e Pacífico, Oriente Médio e Norte da África.

EFE |

Daboub, ex-ministro da Economia de El Salvador, estará na próxima semana no Panamá e em seu país natal, onde participará da Cúpula Ibero-Americana.

Uma semana depois, participará da reunião de ministros de economia e finanças do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), no Peru.

A maior parte dos debates nessas reuniões versará sobre a crise financeira e seus efeitos na economia da região.

Daboub acredita que toda a América Latina sentirá o impacto, pela restrição ao crédito em nível mundial e pela redução da demanda externa, que se traduzirá em um aumento do desemprego.

Além disso, países como México, Colômbia, El Salvador e Guatemala sofrerão o golpe da redução das remessas, explicou.

"Com o apoio financeiro e de conhecimento que o Banco pode oferecer, temos que ajudar os países a enfrentar melhor a tempestade, que, sem dúvida alguma, vai afetar todos em diferentes formas", destacou.

O diretor-gerente do BM disse que "vários países", os quais não citou, já pediram recursos adicionais à instituição, "em sua maioria de precaução, para prevenir os efeitos, o segundo impacto da crise".

A instituição disse estar disposta a dobrar seus empréstimos para a América Latina, que este ano somaram US$ 5 bilhões.

Ao mesmo tempo, alguns países ainda se ressentem do aumento dos preços dos alimentos e da energia no começo do ano, que gerou dez milhões de novos pobres na região, segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) citados por Daboub.

O diretor do Banco Mundial explicou que os países estão mais bem preparados que há uma década para superar a crise e que estão se antecipando a seus efeitos, ao fortalecer suas reservas e suas instituições, e procurar manter o investimento social.

A piora da economia em nível mundial fez com que o Banco reduzisse suas previsões de crescimento para a América Latina.

A previsão da entidade para este ano está, por enquanto, em 4,5%, mas Daboub disse que é possível que a instituição tenha que reduzir seu cálculo de novo.

Para o ano que vem, prevê um aumento da atividade econômica de entre 2,5% e 3,5%.

Em comparação, em 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) da região se expandiu 5,6%.

Daboub exporá as previsões do BM às autoridades econômicas do Panamá, onde, na segunda-feira, inaugurará o escritório de representação do Banco, em um ato do qual participará o presidente desse país, Martín Torrijos. EFE cma/db

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