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Diretor do BC refuta crítica por manutenção da Selic em 13,75%

BRASÍLIA - O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Mario Mesquita, voltou a refutar hoje que a autoridade monetária tenha errado a mão ao deixar de seguir a tendência mundial de cortar a taxa de juros, em função da crise. Segundo ele, as expectativas para a inflação ainda acima do centro da meta em 2009 e 2010 mostram que o Copom não tem sido conservador.

Valor Online |

Ele reiterou que as decisões de política monetária "são adequadas de acordo com as informações do momento que são analisadas pelo Copom". E disse também que os críticos da política monetária mais austera não devem perder de vista o foco do BC: "o regime de metas" para o comportamento dos preços.

No Relatório de Inflação de dezembro divulgado hoje, a projeção para o IPCA ao fim de 2008 foi ajustada de 6,1% para 6,2%, em linha com o esperado pelo mercado financeiro. No cenário de referência para 2009, a projeção caiu de 4,8% para 4,7%, superior aos 4,5% - centro da meta - apontados pelo BC usando o cenário de mercado. Tal diferença "reflete a expectativa do mercado para um câmbio (real) mais valorizado" em 2009, explicou o diretor.

Mesquita explicou que o câmbio, e as chances de repasse aos preços em caso de valorização acima do esperado, está entre os principais fatores de risco para a inflação no ano que vem. Até agora, o BC não verifica um grau elevado de repasse da valorização cambial - que alcançou 41% entre agosto e novembro - aos preços em geral.

"Não se pode minimizar as incertezas sobre os efeitos da crise mundial na economia brasileira", o que se constitui em outro fator de risco, afirmou ele.

O diretor comentou ainda que a economia brasileira mantém um certo grau de indexação, pois além dos preços de tarifas, preços livres como aluguéis, mensalidades escolares e outros "mantêm hábitos" de correção que impedem um recuo mais acentuado da memória inflacionária.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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