Londres, 11 fev (EFE).- O presidente-adjunto da Autoridade de Serviços Financeiros britânica (FSA, na sigla em inglês), James Crosby, apresentou hoje sua renúncia.

Crosby decidiu deixar o cargo após a divulgação de que, quando era executivo-chefe do Halifax Bank of Scotland (HBOS), demitiu um analista que advertiu contra o excessivo risco de uma crise financeira.

O conhecido economista se viu forçado a apresentar sua renúncia do principal posto financeiro do Reino Unido depois de o demitido do HBOS denunciar na terça-feira sua atitude, que evidenciaria sua pouca visão dos riscos no setor.

Em um memorando apresentado à Câmara dos Comuns, Paul Moore, ex-chefe da divisão de riscos do HBOS, disse ter sido demitido pessoalmente por Crosby em 2005, após ter advertido reiteradamente ao banco que seu rápido crescimento colocava em risco suas próprias finanças e as dos clientes.

"Qualquer pessoa que não estivesse cega pelo dinheiro, o poder e o orgulho teria dado conta do acúmulo de problemas no HBOS e no resto dos bancos", explicou Moore em seu memorando.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, aplaudiu a renúncia, e afirmou que "esta era a atitude correta".

A situação de Crosby se tornou um alto risco político para Brown, já que ele contribuiu para sua nomeação à frente do FSA.

Crosby, que foi executivo-chefe do HBOS entre 2001 e 2006, disse em comunicado que, apesar de estar "convencido de que não há substância em nenhuma das alegações", sentiu que "a medida correta era renunciar". EFE jm/mh

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