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Diretor de Energia Atômica diz que Irã tem 5 mil centrífugas

Teerã, 26 nov (EFE).- O diretor do Organismo de Energia Atômica do Irã (OEAI), Gholamreza Aghzadeh, afirmou hoje que na atualidade há 5 mil centrífugas funcionando nas instalações nucleares de Natanz, no centro do país.

EFE |

Segundo a agência estudantil de notícias iraniana "Isna", Aghazadeh pronunciou esta declaração durante uma visita a uma exposição sobre as conquistas nucleares na universidade de Teerã.

Aghazadeh apontou, além disso, que a República Islâmica deve ampliar o número de centrífugas em um futuro próximo.

Em agosto passado, o Irã anunciou que tinha "quase 4 mil centrífugas" em funcionamento na planta de Natanz, um dos principais centros nucleares do país, e que os países ocidentais suspeitam de que poderia utilizar para a produção de armamento atômico.

Por outro lado, Aghazadeh explicou que a construção de um reator de 40 megawatts para a planta de água pesada de Arak, a oeste da capital, está avançando e que a primeira fase de produção de combustível nuclear se tornará realidade no final deste ano.

Em Arak, onde o Irã declara que fabrica material radiológico para combate ao câncer, também se pode produzir plutônio, um dos elementos-chave para a construção de armamento atômico.

Quanto à suspensão das atividades de enriquecimento de urânio por parte do Irã, solicitadas pela comunidade internacional, Aghazadeh assinalou que ela não tem significado no vocabulário iraniano.

"Jamais existirá semelhante coisa" no Irã, ressaltou Aghazadeh, para quem as atividades nucleares da República Islâmica "estão baseadas totalmente em atividades pacíficas".

"O enriquecimento de urânio, um trabalho que requer muito tempo, está sendo feito de forma gradual e nos próximos cinco anos devemos instalar pelo menos 50 mil centrífugas", concluiu.

O Conselho de Segurança da ONU exige que o Irã suspenda em dois anos o enriquecimento de urânio para poder criar um ambiente de confiança, já que este programa possibilita uso duplo, civil e militar.

No entanto, os técnicos iranianos seguem introduzindo urânio em gás (UF6 hexafluoreto de urânio) nas centrífugas para produzir urânio enriquecido.

O urânio é um elemento considerado legal para a Justiça internacional, mas especialmente delicado por seu possível uso militar. EFE msh/jp

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