O diretor da agência de controle de qualidade de produtos, Li Changjiang, pediu demissão nesta segunda-feira, anunciou a agência oficial Nova China, em mais um capítulo do escândalo provocado pelo leite adulterado com melamina que matou quatro bebês e afetou quase 53.000 crianças.

Li apresentou o pedido de demissão ao gabinete, que a aceitou, segundo a agência. Ele é a maior autoridade a perder o emprego desde a explosão da crise de segurança alimentar.

Quase 53.000 crianças receberam atendimento médico na China depois que consumiram leite adulterado com melamina, das quais cerca de 13.000 permanecem hospitalizadas, informou o ministério da Saúde chinês.

Um total de 52.857 crianças foram tratadas nos hospitais do país pelo problema. A maioria está "basicamente recuperada", mas 12.892 continuam internadas, acrescentou o ministério.

Das hospitalizadas, 104 são bebês em estado grave, segundo o governo.

O escândalo do leite adulterado explodiu há 10 dias, com o anúncio das duas primeiras mortes de recém-nascidos que haviam consumido leite em pó da marca Sanlu. No total, quatro bebês faleceram depois de ter ingerido melamina, uma substância tóxica utilizada em colas e resinas.

O caso atingiu ainda o leite líquido e outros produtos lácteos, como iogurtes e sorvetes, inclusive no exterior, onde vários países detectaram a presença de melamina em produtos procedentes da China e proibiram a importação.

dma/fp

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