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Dinheiro para safra não ajuda produtor de soja, afirma Maggi

Às vésperas da confirmação de apoio adicional de R$ 2,5 bilhões para o setor rural, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), disse ontem que as liberações de recursos não favorecem os produtores de soja, carro-chefe da balança comercial do agronegócio. Segundo ele, a época de plantio das lavouras já foi.

Agência Estado |

"Quase 50% da safra está em andamento", disse o governador do principal Estado produtor de soja do País.

Sem crédito no momento do plantio, a safra de soja do Mato Grosso deve cair de 5% a 10%. Sobre as medidas já anunciadas pelo governo para ampliação do crédito para diversos setores, entre elas a liberação de uma parcela extra de R$ 5,5 bilhões para custeio das lavouras, ele disse que os "recursos não chegaram na ponta".

Apesar das declarações do governador e das queixas de lideranças do agronegócio de falta de dinheiro no campo, o diretor de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, disse que o governo liberou R$ 15,5 bilhões em financiamentos para o setor agrícola nos três primeiros meses do ano-safra, que começou em julho.

Em igual período da safra 2007/08, as liberações somaram R$ 14,2 bilhões. "Do ponto de vista do crédito bancário, estamos numa situação superior", disse.

Maggi, uma das principais lideranças do agronegócio nacional, desaconselhou os produtores de soja a recorrer aos financiamentos extras que estão sendo oferecidos pelo governo. "Se o produtor for ao banco hoje pedir o financiamento, esperar para receber as parcelas e daí comprar os fertilizantes e agroquímicos, já estaremos em dezembro", estimou. "E dezembro não é época de plantio de soja. A produtividade pode ser menor, o que é um grande risco."
Para Maggi, as medidas pontuais que estão sendo anunciadas pelo governo para dar liquidez ao campo favorecem os produtores de algodão, lavouras que são plantadas em dezembro. A injeção de R$ 2,5 bilhões no crédito rural, medida anunciada anteontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, pode permitir a "reversão de 100% do problema atual dos produtores de algodão do Estado". A principal dificuldade desses produtores é conseguir operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC).

Após reunir-se com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, Maggi disse que, apesar das medidas para elevar a oferta de crédito, os financiamentos estão caros. No caso das operações de ACC, os financiamentos custavam Libor mais 4% antes. Hoje, o custo de Libor mais 15%. A Libor é a taxa para empréstimos entre bancos no mercado de Londres.

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