Dinheiro traz felicidade?
Riqueza dos países não se traduz, necessariamente, em satisfação das pessoas ou baixa desigualdade social, como mostra infográfico
A sensação de prosperidade e o sentimento de felicidade com a vida estão fortemente ligados à riqueza para muitas pessoas, mas um não é garantia do outro, conforme mostra o infográfico abaixo. O iG cruzou o Produto Interno Bruto (PIB, a quantidade de riqueza gerada por cada país) das 30 maiores economias do mundo com o índice de Gini (que mede a desigualdade social) e índice de satisfação com a vida, levantado numa pesquisa do instituto Gallup para a revista Forbes.
O resultado pode ser conferido na tabela acima. Os países aparecem em quatro diferentes quadrantes com base no cruzamento dos dados. Os países com os melhores resultados aparecem no quadro ao lado superior, direito. Lá, se classificaram as nações em que as pessoas têm maior satisfação, porém onde a desigualdade social é menor. Neste espaço o melhor colocado é a Noruega, a 25º economia do mundo, mas que ocupa a terceira posição no ranking de satisfação com a vida e tem um nível de desigualdade entre os mais reduzidos.
Quantificar a felicidade não é uma tarefa das mais fáceis porque envolve questões subjetivas como o sucesso ou o fracasso das pessoas em simples atividades cotidianas e o quanto as necessidades básicas estão sendo atendidas de forma satisfatória. Para elaborar o levantamento, os pesquisadores do Gallup entrevistaram milhares de pessoas em 155 países a fim de estabelecer parâmetros para medir a sensação de bem estar daquelas populações.
Os Estados Unidos, por exemplo, são a maior economia do mundo, com PIB de US$ 14,6 trilhões. Apesar disso, o país não é o menos desigual. Aparece em uma faixa intermediária neste quesito pelos dados do índice de Gini e ocupa a 14º colocação no índice de satisfação com a vida, com base nas respostas dadas por seus cidadãos em levantamento recente.
Já o Brasil, aparece no quadro entre os países que apresentam um alto grau de satisfação com a vida, mas ainda tem como a meta de diminuir mais a desigualdade, apesar dos recentes avanços para melhorar as condições sociais reduzindo a pobreza e ampliando a distribuição de renda.
As informações dispostas no quadro destacam ainda as diferenças entre o Brasil e os demais países emergentes que formam o grupo dos Brics. A China, segunda maior economia do mundo, a Rússia e a Índia apresentam menor desigualdade, mas não registram bons índices de satisfação com a vida. Já a África do Sul, mais novo membro dos Brics, aparece isolada no quadro que destaca os menores índices de satisfação e o maior nível de desigualdade entre as pessoas.